As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Respondidas por Dr Rubens PitliukDra Susan Mondoni, Dr. Abram Topcewsky e Dr Juarez Lopes Neto

P: Tenho histórico de TOC na família e meu filho de oito anos de idade já apresenta sinais da doença. O principal deles é o medo de contaminação, o que tem resultado em baixo rendimento escolar, desobediência e hiperatividade. Ele está fazendo tratamento comportamental com psicóloga e vem sendo acompanhado por neuropediatra. Inicialmente ele fez uso do medicamento Tolrest (Sertralina) 25mg ao dia, observando-se aumento excessivo de hiperatividade. Atualmente ele usa o medicamento Daforin (20 gotas pela manhã). No início houve associação de Daforin e Rivotril entretanto, tendo havido melhora dos sintomas de TOC, mas não houve melhora quanto à hiperatividade e atenção em sala de aula. Gostaria de saber se o Daforin é o medicamento ideal para o caso do meu filho e ainda se o Daforin pode ser associado a outra medicação para hiperatividade e déficit de atenção?

R: Olá Luiza, O Daforin é uma das medicações que são indicadas para o tratamento do transtorno-obsessivo-compulsivo em crianças. Entretanto, existem outros e a presença de efeitos colaterais desadaptativos poderia indicar uma necessidade de troca. Como não conheço o caso específico do seu filho, não sei se o que ele apresenta se trata ou não de efeito colateral. Somente o próprio médico que o acompanha poderia fazer esta avaliação e optar pela troca, caso julgue pertinente. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni

P: Meu nome é Mônica, tenho 28 anos e 2 filhos um de 10 anos e uma de 2 anos, venho enfrentando uma batalha para educar meu filho de 10 anos, mas não estou conseguindo, por isso peço ajuda de vcs. Ele vem apresentando um comportamento totalmente inadequado. Ele já fez tratamento psicológico por 3 anos, foi diagnosticado como hiperativo, porém, seu comportamento vem se agravando gradativamente, não tem amigos, difícil a convivência, na escola não deixa a professorar dar aula, a professora começa o exercício ele já dá a resposta não consegue copiar nada da lousa, não pode ficar sozinho porque apronta contra ele mesmo, uma vez colocou fogo para fazer um balão subir e queimou a testa, semana passada estava tentando escalar do quintal até a laje com uma corda. Na escola acham que ele é " bipolar " porque vc acaba de falar ele esquece, não se concentra, está agressivo, ao mesmo tempo é amável. Não sei mais o que fazer, preciso de uma ajuda, ajudem salvar meu filho, não quero perde-lo para o Mundo

R: Olá Monica, Sintomas como estes que você relatou são bastante inespecíficos nas crianças que apresentam algum tipo de sofrimento emocional ou psíquico, mas com certeza merecem muita atenção pois podem definir o curso da vida desta criança, com relação ao seu futuro. Somente uma avaliação é capaz de estabelecer o correto diagnóstico e, a partir daí, o tratamento mais adequado. De qualquer forma, tanto a hiperatividade quanto o transtorno afetivo bipolar são alterações do funcionamento de determinadas áreas cerebrais. Na maioria das vezes, necessitam de medicações para que o reequilíbrio seja restabelecido. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni

P: Tenho um sobrinho com 2anos e 5 meses. Ele é uma criança bem saudável que até 1 ano se desenvolveu normalmente. Percebemos que ele estacionou no desenvolvimento. Não fala, é extremamente irritado e vem apresentando verdadeiros "xiliques" ao ser contariado. Ele faz um som característico ao dormir como se cantasse pra ele mesmo. Na escola não acompanha os coleguinhas e ultimamente se tornou agressivo ao ponto dos amigos evitarem ele. Tem manias de brincar com colheres, galhos de árvores, cabos de madeira se mostrando agressivo. Passamos em tratamento com fono, psicóloga e psiquiatra que não diagnosticaram nada conclusivamente, mas supeitaram de um grau de autismo. Ultimamente não quer tirar casacos mesmo qdo tem calor, leva mais de 1 hora cantando antes de dormir e equipe da escola percebeu que não participa das atividades em grupo. Em 6 meses ele sozinho teve uma melhora boa, mas outros sintomas novos sempre surgem...Ainda não fala mas parece tentar se expressar e já atende mais a nosso chamados. Vamos leva-lo num neurologista. Gostaria de uma orientação. Tratamento...diagnóstico....?????

R: Bom dia Vanessa! Entenda por favor, que diagnósticos não são realizados pela Internet. Porém, posso sugerir para insistir na busca de profissionais para o diagnóstico de seu sobrinho, pois assim, vcs terão mais chances de tratá-lo adequadamente. Lembre-se, quanto mais precoce o diagnóstico e as intervenções, mais chances de vida saudável, ele terá. Dra. Ivonete Garcia.

P: Tenho um filho de 3 anos, e ultimamente vem se comportando muito rebelde. Chega a quebrar tudo q vê pela frente e chega ate enfrentar eu e a mãe dele, não pode contrariar nada com ele e nem chamar a atenção porque ele fica mais nervoso e não tem controle. Eu e minha esposa estamos muito preocupados porque nos não sabemos como dialogar com ele já q ele ainda não fala nem uma palavra nem papai e nem mamãe. E não sabemos o porque ele tá nervoso.. Sera que ele fica tão nervoso porque ainda não consegue falar?????

R: Boa tarde Glauber! É esperado para uma criança de 3 anos, o desenvolvimento da fala com nomeação de pessoas, principalmente papai e mamãe, objetos, animais, algumas cores e frases completas. Dependendo da estimulação da criança, ela poderá inclusive contar fatos. Se isto ainda não está ocorrendo com seu filho, sugiro uma avaliação em um otorrinolaringologista para exame de audição e do aparelho fonador e com uma fonoaudióloga para avaliação e desenvolvimento de linguagem. Talvez solicitem avaliação neurológica. A criança, nessa idade, pode apresentar agressividade por comportamentos aprendidos- ver alguém fazendo e copia e rapidamente aprende a usar esses comportamentos- ou por defesa quando algo a está incomodando. Investigue o mais rápido possível o que pode estar prejudicando o desenvolvimento saudável de seu filho.
Peça ajuda de profissionais pois será mais rápido e eficaz. Boa sorte, Ivonete Garcia

P: MEU FILHO DE 9 ANOS PASSOU POR UMA PEQUENA CIRURGIA, EM CONSULTÓRIO. NESTE DIA ELE PEDIU A MAE PARA FICAR EM CASA. NO QUE CONCORDAMOS POIS, SUAS NOTAS NA ESCOLA SÃO BOAS E FREQÜÊNCIA IDEM. ACONTECE QUE DESTE DIA EM DIANTE ELE SE RECUSA A RETORNAR A ESCOLA, PEDINDO SEMPRE PARA FICAR. EM NOSSA COMPANHIA. A PALAVRA ESCOLA PARA ELE TORNOU UM PESADELO. O CHORO COMEÇA NA VÉSPERA, PELO FATO DE PENSAR. DE TER QUE IR A ESCOLA. PAROU DE FAZER FUTEBOL E DESISTIU DAS AULAS DE VIOLÃO. SUSPEITÁVAMOS QUE TINHA OCORRIDO ALGUMA COISA NA ESCOLA, ABUSO DE ADULTO OU MENINOS MAIS VELHOS. CHECAMOS JUNTO À ORIENTADORA EDUCACIONAL, DIRETORA, PROFESSORES, MOTORISTA DO ESCOLAR E NADA DE ANORMAL ACONTECEU. NO PERÍODO DE 25/08/2008 A 05/09/2008 ESTAVA EM VIAGEM A SERVIÇO. O QUE PROVOCOU MINHA AUSÊNCIA POR PERÍODO MAIOR DO QUE NORMALMENTE ACONTECE. VIAJO NORMALMENTE UMA SEMANA POR MÊS A SERVIÇO. NESTE PERÍODO ELE APRESENTOU UMA SINUSITE, COISA QUE ELE NUNCA TINHA APRESENTADO. DESDE PEQUENO, CINCO MESES, ELE VAI PARA A ESCOLA. AOS SEIS ANOS PASSOU PARA UMA ESCOLA MAIOR NO PERÍODO VESPERTINO. SEU DESEMPENHO ESCOLAR SEMPRE FOI BOM, COMO JÁ DISSE. ERA TOTALMENTE INTEGRADO AO AMBIENTE DA ESCOLA. TINHA AMIGOS E ERA SEMPRE CONVIDADO A PARTICIPAR DE FESTAS DE ANIVERSÁRIO. DENTRO DA SALA DE AULA ERA ATENTO E PRESTATIVO COM PROFESSORES E AMIGOS. QUANDO DA aPROXIMAÇÃO DO HORÁRIO DA ESCOLA APRESENTA: SUOR EM EXCESSO, TREMOR E CHORO. ISTO CARACTERIZA SÍNDROME DO PÂNICO? CASO AFIRMATIVO COMO DEVEMOS PROCEDER. OBRIGADO PELA ATENÇÃO.

R: Olá Ewerton, em situações de estresse, tanto físico quanto emocional, as crianças podem manifestar sintomas de psíquicos de diferentes naturezas, tal qual seu filho vem apresentando e que aparentemente poderia ser caracterizado como uma "Fobia escolar". Este quadro é um quadro de natureza ansiosa e, por isso, às vezes se parece com pânico. Somente uma avaliação detalhada da criança poderia fechar o diagnóstico, quer seja ele um transtorno específico ou apenas uma reação passageira ao stress. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.

P:  Parabéns pelo trabalho no site, peço que a equipe comente algo sobre o "bullying". Como é o acompanhamento/tratamento das pessoas que passam por esta situação, se há casos científicos: envolve somente acompanhamento psicológico, médico, depende da extensão do dano? Etc. Grata

R: Bullying ou zoar, gozar, são atitudes que humilham, intimidam, sempre agressivas (opressão) e intencionais e quase sempre repetidas que são executadas por uma pessoa ou grupo sem um motivo evidente (por prazer sádico, compensações de complexos de inferioridade, etc..) e dirigidas contra alguém mais fraco ou em situação mais frágil (novatos, crianças mais passivas) e assim provocando medo, desconforto emocional, sentir-se apartado ou colocado em situação vergonhosa....Sempre utilizando um desequilíbrio de poder ou de um conhecimento de uma situação.

A conseqüência desta contínua intimidação e deste desconforto emocional( medo e impotência) e sensação de inferioridade gera uma baixa auto-estima. Na maioria das vezes ocorre em lugares que a pessoa (criança, aluno) tem um compromisso rotineiro, o que torna aquela atividade uma tortura constante e assim ocasiona uma grande ansiedade, um estresse emocional e conseqüentemente ocorrendo distúrbios bio-químicos/emocionais.

Aconselha-se sempre aos pais observarem e questionarem a adaptação dos filhos nas diversas atividades para poder identificar se está havendo alguma reação negativa e desconforto provinda deste tipo de agressão e assim poder intervir imediatamente. O bullying é um abuso moral e suas conseqüências geralmente são abrangentes.

Causam transtornos como depressões, ansiedades generalizadas, distúrbios de personalidade, etc...os tratamentos vão desde os psicoterápicos ao medicamentoso psiquiátrico. Juarez Lopes Neto

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