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P: Tenho histórico de TOC na
família e meu filho de oito anos de idade já apresenta sinais da doença. O
principal deles é o medo de contaminação, o que tem resultado em baixo
rendimento escolar, desobediência e hiperatividade. Ele está fazendo
tratamento comportamental com psicóloga e vem sendo acompanhado por
neuropediatra. Inicialmente ele fez uso do medicamento Tolrest (Sertralina) 25mg
ao dia, observando-se aumento excessivo de hiperatividade. Atualmente ele usa o
medicamento Daforin (20 gotas pela manhã). No início houve associação de Daforin
e Rivotril entretanto, tendo havido melhora dos sintomas de TOC, mas não houve
melhora quanto à hiperatividade e atenção em sala de aula. Gostaria de saber
se o Daforin é o medicamento ideal para o caso do meu filho e ainda se o Daforin
pode ser associado a outra medicação para hiperatividade e déficit de
atenção?
R: Olá Luiza, O Daforin é uma
das medicações que são indicadas para o tratamento do
transtorno-obsessivo-compulsivo em crianças. Entretanto, existem outros e a
presença de efeitos colaterais desadaptativos poderia indicar uma necessidade
de troca. Como não conheço o caso específico do seu filho, não sei se o que
ele apresenta se trata ou não de efeito colateral. Somente o próprio médico
que o acompanha poderia fazer esta avaliação e optar pela troca, caso julgue
pertinente. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Meu nome é Mônica, tenho
28 anos e 2 filhos um de 10 anos e uma de 2 anos, venho enfrentando uma batalha
para educar meu filho de 10 anos, mas não estou conseguindo, por isso peço
ajuda de vcs. Ele vem apresentando um comportamento totalmente inadequado. Ele
já fez tratamento psicológico por 3 anos, foi diagnosticado como hiperativo,
porém, seu comportamento vem se agravando gradativamente, não tem amigos,
difícil a convivência, na escola não deixa a professorar dar aula, a
professora começa o exercício ele já dá a resposta não consegue copiar nada
da lousa, não pode ficar sozinho porque apronta contra ele mesmo, uma vez
colocou fogo para fazer um balão subir e queimou a testa, semana passada estava
tentando escalar do quintal até a laje com uma corda. Na escola acham que ele
é " bipolar " porque vc acaba de falar ele esquece, não se
concentra, está agressivo, ao mesmo tempo é amável. Não sei mais o que
fazer, preciso de uma ajuda, ajudem salvar meu filho, não quero perde-lo para o
Mundo
R: Olá Monica, Sintomas como
estes que você relatou são bastante inespecíficos nas crianças que
apresentam algum tipo de sofrimento emocional ou psíquico, mas com certeza
merecem muita atenção pois podem definir o curso da vida desta criança, com
relação ao seu futuro. Somente uma avaliação é capaz de estabelecer o
correto diagnóstico e, a partir daí, o tratamento mais adequado. De qualquer
forma, tanto a hiperatividade quanto o transtorno afetivo bipolar são
alterações do funcionamento de determinadas áreas cerebrais. Na maioria das
vezes, necessitam de medicações para que o reequilíbrio seja restabelecido.
Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Tenho um sobrinho com 2anos
e 5 meses. Ele é uma criança bem saudável que até 1 ano se desenvolveu normalmente. Percebemos que
ele estacionou no desenvolvimento. Não fala, é extremamente irritado e vem
apresentando verdadeiros "xiliques" ao ser contariado. Ele faz um som característico
ao dormir como se cantasse pra ele mesmo. Na escola não acompanha os
coleguinhas e ultimamente se tornou agressivo ao ponto dos amigos evitarem ele. Tem
manias de brincar com colheres, galhos de árvores, cabos de madeira se
mostrando agressivo. Passamos em tratamento com fono, psicóloga e psiquiatra
que não diagnosticaram nada conclusivamente, mas supeitaram de um grau de autismo. Ultimamente
não quer tirar casacos mesmo qdo tem calor, leva mais de 1 hora cantando antes
de dormir e equipe da escola percebeu que não participa das atividades em
grupo. Em 6 meses ele sozinho teve uma melhora boa, mas outros sintomas novos sempre
surgem...Ainda não fala mas parece tentar se expressar e já atende mais a
nosso chamados. Vamos leva-lo num neurologista. Gostaria de uma orientação. Tratamento...diagnóstico....?????
R: Bom dia Vanessa! Entenda por
favor, que diagnósticos não são realizados pela Internet. Porém, posso
sugerir para insistir na busca de profissionais para o diagnóstico de seu
sobrinho, pois assim, vcs terão mais chances de tratá-lo adequadamente.
Lembre-se, quanto mais precoce o diagnóstico e as intervenções, mais chances
de vida saudável, ele terá. Dra. Ivonete Garcia.
P: Tenho um filho de 3 anos, e
ultimamente vem se comportando muito rebelde. Chega a quebrar tudo q vê pela
frente e chega ate enfrentar eu e a mãe dele, não pode contrariar nada com ele
e nem chamar a atenção porque ele fica mais nervoso e não tem controle. Eu e
minha esposa estamos muito preocupados porque nos não sabemos como dialogar com
ele já q ele ainda não fala nem uma palavra nem papai e nem mamãe. E não
sabemos o porque ele tá nervoso.. Sera que ele fica tão nervoso porque ainda não
consegue falar?????
R: Boa tarde Glauber! É
esperado para uma criança de 3 anos, o desenvolvimento da fala com nomeação
de pessoas, principalmente papai e mamãe, objetos, animais, algumas cores e
frases completas. Dependendo da estimulação da criança, ela poderá inclusive
contar fatos. Se isto ainda não está ocorrendo com seu filho, sugiro uma
avaliação em um otorrinolaringologista para exame de audição e do aparelho
fonador e com uma fonoaudióloga para avaliação e desenvolvimento de
linguagem. Talvez solicitem avaliação neurológica. A criança, nessa idade,
pode apresentar agressividade por comportamentos aprendidos- ver alguém fazendo
e copia e rapidamente aprende a usar esses comportamentos- ou por defesa quando
algo a está incomodando. Investigue o mais rápido possível o que pode estar
prejudicando o desenvolvimento saudável de seu filho.
Peça ajuda de profissionais pois será mais rápido e eficaz. Boa sorte,
Ivonete Garcia
P: MEU FILHO DE 9 ANOS PASSOU POR
UMA PEQUENA CIRURGIA, EM CONSULTÓRIO. NESTE DIA ELE PEDIU A MAE PARA FICAR EM
CASA. NO QUE CONCORDAMOS POIS, SUAS NOTAS NA ESCOLA SÃO BOAS E FREQÜÊNCIA
IDEM. ACONTECE QUE DESTE DIA EM DIANTE ELE SE RECUSA A RETORNAR A ESCOLA,
PEDINDO SEMPRE PARA FICAR. EM NOSSA COMPANHIA. A PALAVRA ESCOLA PARA ELE TORNOU
UM PESADELO. O CHORO COMEÇA NA VÉSPERA, PELO FATO DE PENSAR. DE TER QUE IR A
ESCOLA. PAROU DE FAZER FUTEBOL E DESISTIU DAS AULAS DE VIOLÃO. SUSPEITÁVAMOS
QUE TINHA OCORRIDO ALGUMA COISA NA ESCOLA, ABUSO DE ADULTO OU MENINOS MAIS
VELHOS. CHECAMOS JUNTO À ORIENTADORA EDUCACIONAL, DIRETORA, PROFESSORES,
MOTORISTA DO ESCOLAR E NADA DE ANORMAL ACONTECEU. NO PERÍODO DE 25/08/2008 A
05/09/2008 ESTAVA EM VIAGEM A SERVIÇO. O QUE PROVOCOU MINHA AUSÊNCIA POR PERÍODO
MAIOR DO QUE NORMALMENTE ACONTECE. VIAJO NORMALMENTE UMA SEMANA POR MÊS A
SERVIÇO. NESTE PERÍODO ELE APRESENTOU UMA SINUSITE, COISA QUE ELE NUNCA TINHA
APRESENTADO. DESDE PEQUENO, CINCO MESES, ELE VAI PARA A ESCOLA. AOS SEIS ANOS
PASSOU PARA UMA ESCOLA MAIOR NO PERÍODO VESPERTINO. SEU DESEMPENHO ESCOLAR
SEMPRE FOI BOM, COMO JÁ DISSE. ERA TOTALMENTE INTEGRADO AO AMBIENTE DA ESCOLA.
TINHA AMIGOS E ERA SEMPRE CONVIDADO A PARTICIPAR DE FESTAS DE ANIVERSÁRIO.
DENTRO DA SALA DE AULA ERA ATENTO E PRESTATIVO COM PROFESSORES E AMIGOS. QUANDO
DA aPROXIMAÇÃO DO HORÁRIO DA ESCOLA APRESENTA: SUOR EM EXCESSO, TREMOR E
CHORO. ISTO CARACTERIZA SÍNDROME DO PÂNICO? CASO AFIRMATIVO COMO DEVEMOS
PROCEDER. OBRIGADO PELA ATENÇÃO.
R: Olá Ewerton, em situações
de estresse, tanto físico quanto emocional, as crianças podem manifestar
sintomas de psíquicos de diferentes naturezas, tal qual seu filho vem
apresentando e que aparentemente poderia ser caracterizado como uma "Fobia
escolar". Este quadro é um quadro de natureza ansiosa e, por isso, às
vezes se parece com pânico. Somente uma avaliação detalhada da criança
poderia fechar o diagnóstico, quer seja ele um transtorno específico ou apenas
uma reação passageira ao stress. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.
P: Parabéns pelo
trabalho no site, peço que a equipe comente algo sobre o "bullying".
Como é o acompanhamento/tratamento das pessoas que passam por esta situação,
se há casos científicos: envolve somente acompanhamento psicológico, médico,
depende da extensão do dano? Etc. Grata
R: Bullying ou zoar, gozar,
são atitudes que humilham, intimidam, sempre agressivas (opressão) e
intencionais e quase sempre repetidas que são executadas por uma pessoa ou
grupo sem um motivo evidente (por prazer sádico, compensações de complexos de
inferioridade, etc..) e dirigidas contra alguém mais fraco ou em situação
mais frágil (novatos, crianças mais passivas) e assim provocando medo,
desconforto emocional, sentir-se apartado ou colocado em situação
vergonhosa....Sempre utilizando um desequilíbrio de poder ou de um conhecimento
de uma situação.
A conseqüência desta
contínua intimidação e deste desconforto emocional( medo e impotência) e
sensação de inferioridade gera uma baixa auto-estima. Na maioria das vezes
ocorre em lugares que a pessoa (criança, aluno) tem um compromisso rotineiro, o
que torna aquela atividade uma tortura constante e assim ocasiona uma grande
ansiedade, um estresse emocional e conseqüentemente ocorrendo distúrbios bio-químicos/emocionais.
Aconselha-se sempre aos pais
observarem e questionarem a adaptação dos filhos nas diversas atividades para
poder identificar se está havendo alguma reação negativa e desconforto
provinda deste tipo de agressão e assim poder intervir imediatamente. O bullying
é um abuso moral e suas conseqüências geralmente são abrangentes.
Causam transtornos como
depressões, ansiedades generalizadas, distúrbios de personalidade, etc...os
tratamentos vão desde os psicoterápicos ao medicamentoso psiquiátrico. Juarez
Lopes Neto
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