|
|
P: Diagnostico de
bipolaridade(suspeita de bipolar spectrum).Inicio do tratamento com Seroquel(ganho
de 8 kilos em 2 meses), taxas de tireóide, colesterol, Triglicérides bem elevadas. Retirada
do Seroquel iniciado tratamento com Lítio em outubro, atualmente 600mg + Lexotan
6mg(insônia ainda persiste).Tem semana que eu durmo e outras não, não suporto
mais isto .Atualmente estou dormindo,mas demoro a "desligar" e vou
dormir por volta de 1h da manha.
Ontem meu medico me receitou um programa de iniciação com LAMITOR. Os sintomas
estão bem controlados tive uma melhora de 90% com o Lítio o único problema
que persiste é a insônia. Gostaria de saber é realmente necessário associar
uma outra medicação ao Lítio e Lexotan?E qto ao ganho de peso corro o risco
de voltar a engordar?Outra coisa o tratamento com o Lítio é realmente para a
vida toda esta doença não tem cura?Eu penso em engravidar,mas meu medico diz q
não posso por causa do Lítio, e tenho medo de parar de tomar o Lítio p
engravidar e voltar a ter crises. Obrigada
R: Às vezes se associa Lítio
a Lamitor, mas sua Litemia está perto de 0,9 ? Porque se estiver menor que 0,9
quem sabe aumentando o Carbolitium não precisa de Lamitor. Muitas pessoas ficam
complemente assintomáticas só com Lamitor e sem ganho de peso. Gravidez: sim,
dá para engravidar (sem Lítio) e prevenir crise de outra maneira durante o início
da gravidez. "Toda a vida": quanto mais velho eu fico, mais me convenço
que "toda a vida" é radical demais. Já vi tanta gente que no início
precisava de remédio por "toda a vida" mas que acabou não
precisando, e vivendo muito bem, sem nenhum sinal da doença ...
P: Há três anos, faço
tratamento para TAB e Borderline e minha psiquiatra passou Carbolitium 450mg e Carbolitium
300 mg, Stilnox 10mg, Dalmadorm 30mg, Citalopram, e tomo purant-4 123mg, há
mtos anos pois tive hipertireoidismo e tomei iodo radioativo, aí mudou para Hipotireoidismo. Desde
que comecei a tomar Carbolitium, me deu diarréia aguda ou crônica, não sei,
mas aí outro psiquiatra pediu que tirasse o de 450mg e ficasse somente com o de
300mg pois estava sentindo gosto de metal na boca, enjôos, náuseas e coceira. A
diarréia diminuiu bastante, e todos os outros sintomas também. Fiquei 3 anos
com diarréia e disse a minha psiquiatra e ela disse que não era o lítio.
Estou na euforia, embora me vigie muito, este site tem me ajudado bastante e
aproveitando a oportunidade, gostaria de perguntar se realmente era o lítio que
me fazia mal. Gostaria tbm de saber se o governo ajuda na compra de medicamentos
mais caros e aonde devo procurar ajuda para tal. Agradeço a atenção de vcs, e
espero que sempre possam ajudar pessoas que muitas vezes se sentem
perdidas...Obrigada e paz!
R: É bem possível que o
Lítio te provoque essas diarréias. Converse com teu médico sobre outros
Estabilizadores de Humor. O SUS fornece vários deles, inclusive o Seroquel e o
Zyprexa.
P: TENHO DAB E GOSTARIA DE SABER
SE POSSO TOMAR INIBIDORES DE APETITE FAZENDO USO DE LÍTIO E SERTRALINA. TENHO
TIDO UM CONSIDERÁVEL AUMENTO DE PESO (GANHEI 7 QUILOS EM 8 MESES) POIS ESTOU
MUITO ANSIOSA MESMO TOMANDO A MEDICAÇÃO E ESTA ANSIEDADE ME DEIXA COMPULSIVA
POR ALIMENTOS Q ENGORDAM. NÃO SINTO VONTADE DE ALMOÇAR, SÓ DE COMER LANCHES TIPO: BISCOITOS, BOLOS
E DOCES. OBRIGADA.
R: Anfetaminas são um perigo
para que sofre de TAB (Transtorno Bipolar). Converse com seu médico sobre
Sibutramina e sobre a possibilidade de trocar o Carbolitium por outro
Estabilizador de Humor.
P: TENHO TRANSTORNO BIPOLAR E
GOSTARIA DE SABER SE POSSO DESENVOLVER MAL DE ALZHEIMER POR CAUSA DESTE DISTÚRBIO
POIS TEM UMA TIA MINHA Q TEM ESTE MAL. GOSTARIA DE SABER TB EM QUAIS CASOS O
PACIENTE PODE TER SURTOS PSICÓTICOS. OBRIGADA.
R: Não se preocupe, não
existe relação entre Alzheimer e Transtorno Bipolar. Um paciente bipolar está
sujeito a ter crises psicóticas, mas isso não acontece quando o quadro está
bem estabilizado com a medicação adequada.
P: Distúrbio Bipolar do tipo
II pode evoluir para o tipo I? Mais necessariamente, as fazes de hipomania
podem, com o tempo, ou sem tratamento adequado, se tornarem fases de mania?
R: Podem. É muito importante estabilização
completa, para evitar fase de mania e de depressão mais fortes.
P: Faço tratamento para
transtorno de ansiedade desde 2005, tomo Anafranil de 25mg dia e Rivotril 0,25
sublingual qdo preciso. Desde minhas primeiras crises de pânico, nunca mais fui
a mesma, tenho dias altos e baixos, mas levo minha vida na luta fazendo de tudo
para não desistir, mesmo sofrendo dias sim, dias não com os sintomas psicossomáticos,
com a tristeza, desânimo, eu ainda consigo me equilibrar e buscando alegria
para viver. Aconteceu que o médico q me tratou todos esses anos, faltou com ética
no meu tratamento e resolvi não mais me tratar com ele, e entrei na luta de
mais uma vez procurar um profissional. Depois de algumas tentativas frustantes,
hoje passei em um que me passou confiança e me tranqüilizou, mas ele acabou me
deixando com uma super dúvida. Ele continuou com o mesmo tratamento anterior,
mas disse que posso não sofrer de transtorno de ansiedade, mas sim de
transtorno bipolar, então fui ler sobre bipolaridade e poucos dos sintomas coincidiram
com os que eu sinto. Minha dúvida é...posso ser bipolar mesmo não se
enquadrando em todos os sintomas do Transtorno Bipolar? Grata!
R: Puxa, mas ficar em dúvida
entre Ansiedade e Bipolar é como ficar em dúvida entre um resfriado e uma
pneumonia. Faz muita diferença e vc deveria ter certeza do diagnóstico, mesmo
que seja com uma terceira opinião. E veja, geralmente Transtorno Bipolar é tratado
com Estabilizador de Humor e não com antidepressivo...
P: GOSTARIA DE SABER SE ALGUÉM
QUE TOMA O ANTI DEPRESSIVO TOLREST , MUDA A SUA PERSONALIDADE. MEU MARIDO
DURANTE O USO TORNOU SE MUITO DESINIBIDO E ARRANJOU UMA AMANTE, ESPOSA DE UM
AMIGO NOSSO ELE JURA QUE FOI CULPA DO REMÉDIO.
R: Não posso afirmar que seu
marido arrumou uma amante por causa do Tolrest (Sertralina, Zoloft), mas existem
pessoas que ao tomarem antidepressivos inibidores de recaptação de Serotonina entram
numa fase de euforia desinibida sim, e isso não quer dizer sempre que sejam
bipolares.
P: Na verdade eu gostaria de
fazer uma pergunta sobre se o bipolar pode ter dificuldade de fazer uma medição
exata, por exemplo, usar uma trena para medir uma obra de engenharia.
Meu marido trabalha com medição na construção civil e ultimamente ele tem
errado algumas medidas, esta falha pode ser da doença? Por favor respondam esta
dúvida é muito importante para nós.
R: Provavelmente não, seria
conveniente um exame neurológico.
P: Sou Bipolar, a maconha piora
o tratamento???
R: Com quase certeza absoluta a
maconha atrapalha o tratamento, a evolução, a gravidade dos sintomas e o
prognóstico.
P: Tenho 36 anos e há seis
trato o transtorno bipolar. No entanto, não houve muito progresso neste
tratamento; é evidente a instabilidade do meu humor. Além do mais, tenho
surtado num espaço de tempo muito pequeno e por essa razão, recebido dosagens
altas de medicamentos.
Tomo diariamente 1.200 mg de lítio e 750mg de Depakene. Porém o meu médico
afirma com precisão que não tomo a dosagem de lítio prescrita por ele, pois,
segundo ele, seria impossível surtar se assim o fizesse.
A pergunta é: A afirmativa do meu Psiquiatra tem fundamento científico? Se a
resposta for afirmativa o meu caso deverá ser estudado em particular.
R: Se a Litemia está na faixa
de 0,8 a 1 e a dosagem de Ácido Valpróico está entre 50 e 100, e vc mesmo
assim continua a oscilar, o mais provável é que vc precise de outros
Estabilizadores de Humor.
P: Tenho uma filha de 26 anos
que foi diagnosticada há quase 2 anos como portadora de transtorno bipolar I.
Antes disso, estava sendo tratada como depressão somente, mas devido a um
episódio de euforia, o psiquiatra pode chegar ao diagnóstico final. Ela vem
sendo tratada desde então e está estável. Compareci a uma consulta, para
conversar com o médico e ele nos disse (minha filha presente) que se
conseguisse mantê-la estável por 2 anos provavelmente ela não mais
necessitaria de remédio. Ela faz terapia também. Minha pergunta é: o
Transtorno Bipolar pode ser mesmo curado? Como devo agir com ela? Tenho
procurado conversar sobre a doença, quando o assunto surge, e animá-la.
Dou-lhe toda a liberdade, demonstro confiança nela (hoje ela está em outra
cidade, terminando o mestrado). Mas não deixo de me preocupar, principalmente
quando ela está longe como agora. O que fazer?
R: Normalmente implica em uso
de Estabilizador de Humor por toda a vida. Creio que esteja fazendo o melhor
possível, estar em contato. É possível levar uma vida normal, desde que com
adequado acompanhamento médico e de preferência com suporte da família e
amigos. Dra Paula Villela Nunes
|