|
P: QUAL É O EXAME PARA SABER
EXATAMENTE SE UMA PESSOA É EPILÉPTICA? E, ESSA DOENÇA TEM CURA SE TRATADA
QNDO CRIANÇA. E SE TRATADA ELA PODE VOLTAR?
R: Geralmente é o
Eletroencefalograma e principalmente a história clínica. A maioria das
epilepsias que aparecem na infância desaparecem com o tempo.
P: Eu quero saber se eu tiver
filhos com uma pessoa epiléptica, se meu filho pode nasce com epilepsia, ou com
algum problema físico e mental? Obrigada !
R: Normalmente não ! as exceções
são para situações onde o pessoa herda geneticamente uma doença neurológica
que entre outras manifestações clínicas inclua crises convulsivas. Monzillo
P: Boa Tarde! Fiz uma consulta com um Neurologista em virtude de
falhas freqüentes de memória e concentração, dificuldade para terminar
tarefas (começo muitas e não termino) além de dores de cabeça, com exame clínico
disse que eu tinha TDAH, após fazer o Eletroencefalograma disse que eu tinha
"Disritmia cerebral" e me receitou Depakote, porém ao pesquisar sobre
o assunto a tal Disritmia parece estar ligada diretamente com Epilepsia, só que
nunca tive uma crise, nem desmaio, nem tontura, poderia por favor me esclarecer
o que é Disritmia e o que causa isso, pois me sinto "normal" exceto
pelos lapsos de memória.
R: Eletroencefalograma nunca diagnostica TDAH e realmente só se
fala em Disritmia (que é o nome que se usava antigamente para Atividade
Irritativa, geralmente Temporal Esquerda) quando existem sintomas de Epilepsia.
A clínica ou seja os sintomas valem mais do que o exame.
P: Meu marido tem 30 anos
e desde que tinha 10anos sofria de dores de cabeça, foi diagnosticado em uma
tomografia que ele tinha um Cisto Aracnóide no lado esquerdo da cabeça.
Tendo sempre acompanhado com exames e recentemente fez um Eletroencefalograma e
constou uma anormalidade paroxística. Gostaria de saber o que significa e o que
deveríamos fazer pois o médico receitou um remédio , que não compramos ainda,
pois acho que antes de tudo deveríamos refazer o exame ou procurar outro especialista, pois
nos exames anteriores não constou nada e ele sempre teve
dores de cabeça , mas nunca teve ataque epiléptico e nem convulsões e o medico
está associando tudo como se fosse a mesma coisa. Será que vocês podem me
ajudar?
R: Ambas as alterações
referidas (Cisto e alteração Eletroencefalográfico) deverão ser
contextualizadas dentro do quadro clínico do paciente. Podem representar apenas
um achado de exame. Recomendo consulta com especialista na área. Dr. Paulo
Monzillo
Estive vendo o site Mental
Help, aliás de excelente qualidade. Sou farmacêutica e atualmente estou
passando por um momento difícil pois uma pessoa minha está interna em UTI
devido a complicações do Lupus. Ela tem 21 anos, teve um sangramento pulmonar,
foi tratada com pulsoterapia a base de corticóides e após 20 dias de
internação, já tendo um melhora do quadro pulmonar , começou a apresentar
sintomas psiquiátricos. Ela ficou " fora do ar", os olhos não param,
ela fica movimentando-os e não responde , não interage com as pessoas. Os
médicos acham que é depressão e hoje ela fará uma TC de Crânio. Eu gostaria
de saber se esse quadro pode ser característico de Psicose lúpica, se a Psicose
lúpica é reversível e se pode haver risco de lesão a nível de SNC. Gostaria
que me esclarecesse se realmente esses sintomas psicóticos podem aparecer
depois de uso prolongado de corticóides em altas doses , se geralmente regridem
e quanto tempo em média leva essa regressão.
A Psicose Lúpica é resultado
de inflamação vascular cerebral e NÃO É RESULTADO DO USO DE CORTICÓIDES. O
tratamento paliativo e provisório da Psicose é feito com anti-psicóticos mas
o quadro irá melhorar à medida que o quadro de Lupus melhorar. O prognóstico
costuma ser favorável. Dr. Raymond Rosenberg
Meu namorado e hiperativo e
toda vez que dorme, tem muitos espasmos musculares durante o sono. Essa reação seria
natural para um hiperativo ou seria um problema no sistema nervoso?
Existem movimentos
musculares que aparecem em fases do sono que são normais e são denominadas mioclonias,
independente de ser ou não hiperativo. Resta saber se o quadro incomoda quem dorme junto
Deve-se, também, considerar se os chamados espasmos que você refere não causam algum
transtorno a ele durante o sono..Em caso positivo será interessante procurar um
neurologista para possa ser orientado. Dr. Abram
Gostaria de obter
informações a respeito de Ataxia Cerebelar, pois estou atendendo uma paciente que após
um AVC passou a ter dificuldades para controlar os movimentos voluntários. Houve lesão
de hemisfério cerebral direito, especificamente parte de cerebelo. A fala encontra-se
desarticulada e sem prosódia.Minha dúvida é a seguinte: e possível diminuir os
movimentos assimétricos do corpo e da região facial através de exercícios? Quais deles
que trariam maior benefício e controle dos movimentos.
E muito importante saber-se
a extensão da lesão, bem como a idade, o tempo de evolução do quadro para se falar em
recuperação.Os exercícios físicos são necessários para se evitar posições viciosas
e quadros dolorosos por conta das posturas anômalas. Dr. Abram
Tenho uma paciente cujo
filho adquiriu Encefalopatia pós-virótica (Sarampo) , patologia esta diagnosticada por
um Psiquiatra... sabendo da história deste rapaz , vejo como uma Encefalopatia
progressiva, o Psiquiatra que o assiste diz que não é progressiva, entretanto a sua
história de vida diz ao contrário. este paciente faz uso de vários medicamentos em
dosagens elevadíssimas tais como: Rivotril, Valium, Rohypnol, e outros... mas na
realidade entendo que principalmente o Valium e Rohypnol estão fazendo efeito paradoxal,
conforme a própria literatura diz que pode ocorrer.. pois o paciente não dorme por
várias noites, ficando em estado de vigília constante, e levando a família ao
desespero. Minha pergunta seria: Não estaria na hora de uma mudança de medicamentos,
sendo acompanhado por um exame de sangue trimestral, para saber-se com a dosagem
sangüínea se o uso de tal droga seria o indicado ?
Você não especificou que
sintomas de Encefalopatia ele apresenta. Mas de uma forma genérica:
1) Realmente uma Encefalopatia não deveria ser progressiva.
2) Se existem déficits motores ou cognitivos, deveria ser feito um tratamento de
Reorganização Neurológica.
3) Se existem alterações de comportamento, geralmente se trata com doses baixas de
Neurolépticos ou Antiepilépticos.
4) Esse abuso de BZD me parece mais uma automedicação, eventualmente com dependência
física e psíquica.
5) Sim, doses altas de BZD ao longo do tempo provocam efeitos paradoxais. Dr.
Rubens Pitliuk
|