As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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  Nem todas as crianças e adultos Hiperativos são "hiperativos", muitos são mais distraídos que agitados. 

Déficit de Atenção com ou sem Hiperatividade (DDA ou TDAH) em crianças Perguntas e Respostas

Pág 1 P 2 P 3 P 4 P 5 TDAH em adultos

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

P: O médico do meu filho receitou Anafranil para tratamento da Hiperatividade, e estou preocupado pois nas pesquisas que fiz na internet não encontrei a indicação deste remédio para este tipo de tratamento

R: Eu tb não sabia que o Anafranil era usado para TDAH.

Em Porto Alegre vocês têm um dos centros brasileiros de projeção internacional em Distúrbio de Atenção e Hiperatividade. Recentemente, o Dr. Rhodes (acredito seja esta a grafia certa) e o staff do Departamento de Psiquiatria Infantil da URGS publicaram um estudo na Revista da American Academy of Child and Adolescent Psychiatry. Acredito que o seu filho receberá a melhor avaliação possível. Procure-os logo e mencione o meu nome pois somos ligados por traços de amizade e interesse comuns. Dr. Raymond Rosenberg.

Em Fevereiro de 2000 enviei uma mensagem para o Mental Help questionando sobre ser possível ou não diagnosticar Hiperatividade através do exame Eletroencefalográfico (EEG). Naquela ocasião a resposta enviada me foi muito útil no auxílio ao tratamento psicológico de um garoto de 11 anos de idade. Consegui através de um diagnóstico detalhado confirmar minhas suspeitas referentes ao garoto, que é realmente hiperativo. Enquanto ocorria este processo, o Psiquiatra que atende o caso há mais ou menos um ano, decidiu suspender o medicamento utilizado há uns seis meses, no caso Imipramina 2Xdia e Haloperidol 1Xnoite. Hoje, a mãe do garoto me procurou dizendo que ele melhorou muito o comportamento após minha visita na escola em que orientei os professores a lidarem com o jeito dele ser, porém, fiquei preocupada quando ela me contou que seu filho teve uma convulsão na escola, o que nunca ocorrera anteriormente na vida deste, e sendo assim, estava receosa de ter alguma relação com a suspensão dos medicamentos no final do ano passado. Aí eu pergunto: Será que a suspeita da mãe pode ser verdade?ou, Será que o esforço do garoto em manter-se tranqüilo acabou causando uma somatização, ou seja, antes ele era irritadíssimo e irrequieto, externalizava seus sentimentos e por isso causava muitas brigas com colegas na escola, agora está conseguindo evitar tumultos, mas internaliza, o que antes não fazia, e então eclodiu no corpo.Auxiliem-me por favor, se for possível.

Sabe-se que a Imipramina pode ser um desencadeante de crises convulsiva, mas parece que a crise se manifestou sem a medicação. A sugestão é que se apure melhor q causa da crise. Nós não acreditamos nas crises convulsivas desencadeadas por questões emocionais. O Haloperidol não é anticonvulsivo, também. Abram

Cuales son los antidepresivos más utilizados en el tratamiento de adolescentes con Déficit de atención? existe experiencia con Reboxetina en el tratamiento del Déficit de atención?

Desconheço a existência de trabalhos que referem o uso da Reboxetina para o Déficit de atenção. Dos antidepressivos os mais usados são Imipramina, Clomipramina, Nortriptilina. Abram.

Os antidepressivos que tenham sido usados com adolescentes com DDA (ou TDAH) o foram inicialmente porque se suspeitava que eles tivessem DEPRESSÃO inicialmente. Contudo, se verificou que se tratava de um grupo de indivíduos com DDA (ou TDAH ou Déficit de Atenção ou Hiperatividade) que respondiam aos antidepressivos Tricíclicos. Portanto, a Nortriptilina e a Clomipramina foram usadas. Atualmente , tem sido usado os antidepressivos
Inibidores da recaptação da Serotonina tais como a Fluoxetina. Raymond

Meu filho de dez anos ,faz tratamento a base do remédio Ritalina, receitado por um neurologista infantil. Recentemente soube por uma psiquiatra que esse remédio foi divulgado, num congresso na Argentina como que estava sendo proibido mundialmente . O senhor pode falar a respeito dessa proibição

A Ritalina não está proibida em nenhum país do mundo!!Ela é rigorosamente controlada em termos de venda e uso nos países que conseguem ter uma visão moderna de um problema muito sério que é o da criança hiperativa e desatenta e dos indivíduos com narcolepsia. Quem lhe forneceu a informação se equivocou . Pode ficar tranqüilo e continue a confiar no seu Neurologista. Dr. Raymond

Eu tenho um filho de 12 anos com ADHD, dificuldade seria de aprendizado e Transtorno de comportamento. Quero me mudar para o Brasil com ele, e busco desesperadamente um centro ou um colégio interno que tratam de crianças assim. Nos mudaremos para Alto Paraíso de Goiás, e lá não existe condições para tratamento, então gostaria de saber sobre possibilidades de colocar ele para um tratamento interno com escola. Pode ser também em outro estado do Brasil. Por favor, você conhece alguma escola especial para crianças com estes problemas? Se não sabe, pode me aconselhar a quem procurar e como?

Resp 1) O que será importante é saber-se quais as reais dificuldades que o seu filho apresenta em nível de aprendizado e se está em tratamento e qual o tratamento que está recebendo: medicamentos, terapias ou ambos.Em São Paulo existem várias escolas que recebem as crianças hiperativas.Portanto seria mais conveniente outras informações para que possa dar alguma sugestão. Abram

Resp 2) Bem-vinda à REALIDADE BRASILEIRA que é de subdesenvolvimento!!Nós não temos instituições especializadas em Distúrbios de Atenção mas "escolas que afirmam saber lidar com tais crianças em nível pedagógico"mas que estão muito longe dos IEP de escolas americanas. O máximo que pode encontrar é especialistas que têm contato com escolas e lhes dão supervisão. Em São Paulo temos algumas escolas com experiência mas em nível de externato. Pode voltar a se comunicar que estamos à sua disposição. Dr. Raymond

Meu filho tem completou 6 anos, há pouco foi diagnosticado com hiperativo, está na primeira série, estuda na mesma escola desde os 2 anos de idade. Ele no começo do ano letivo deixou -me quase louca porque queria que eu ficasse junto com ele, o primeiro dia eu fiquei, já nos outros ele gritava muito, até eu sair da escola.Pouco depois ele se acalmava.Ele está indo super bem no colégio está quase alfabetizado. A professora é maravilhosa com ele.Ele sempre queria ir para o colégio, mas que eu estivesse presente sempre.Ele diz que eu sou a namorada dele, adora beijar-me.Ele sente muito ciúme do seu irmão de 13 anos, sempre estão em atritos, porém se amam muito.Às vezes eu fico sem saber como agir com eles.Fico num beco sem saída. Não sei se dou umas palmadas ou deixo de castigo.O meu filho mais velho sofre com isso pois diz que eu não fazia com ele o que eu faço para o outro.Mas na verdade sempre fiz mas para ele, o filho mais novo é muito independente em tudo, o mais velho não, quer tudo na mão.Então eu não entendo porque a vontade dele estar sempre comigo, Não posso deixá-lo com ninguém, não fica nem na casa de um amiguinho sem o irmão dele.

Se o seu filho é realmente uma criança hiperativa, merece uma avaliação adequada e deve ser tratado caso se confirme o diagnóstico.Quanto à questão comportamental creio que seria interessante uma orientação psicológica para que você possa lidar com o problema de modo satisfatório e que se avalie qual a razão do comportamento do seu filho.

Tenho um filho com diagnóstico de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Atualmente está com 16 anos e apesar de estar em tratamento com medicamentos (já tomou diversos inclusive Ritalina ) e faz acompanhamento psicoterápico desde os seis anos de idade, inclusive já se tratou com Psicólogos e Psiquiatras, associado a sua doença ele sofre de problemas emocionais diversos alguns em decorrência da sua frustração em não conseguir fazer as coisas e da sua própria agitação, ele também tem problemas por seu pai ser deficiente físico. É muito inteligente mas conseguiu fazer somente até a 7a. série e ano passado devido ao seu insucesso nos estudos resolveu parar de estudar, o Psiquiatra que o está atendendo atualmente achou melhor não forçar para não aumentar as suas frustrações e aos poucos ir fazendo ele voltar a estudar. Este ano ele está pensando em fazer supletivo estudando em casa com professor, mas é uma pessoa muito só. Atualmente toma a seguinte medicação: Rivotril, Tegretol, Neuleptil e Amplictil. Dizem que com o passar do tempo e o fim da adolescência tudo irá melhorar, como ele está em tratamento há bastante tempo, será que vai mesmo ou será que não?Gostaria de esclarecer que tenho um irmão que sofre Esquizofrenia e embora todos os médicos Neurologistas e Psiquiatras consultados dizerem que ele não sofre da mesma doença eu sempre fico apreensiva.Qual a sua opinião?

Infelizmente o caso parece ser um pouco mais complexo para uma opinião com os dados citados que me são insuficientes.Seria mais conveniente, caso seja do seu interesse que se marcasse uma entrevista para avaliação do paciente. Às ordens Abram

Sou Psicóloga e gostaria de saber se é possível diagnosticar Hiperatividade através do exame Eletroencefalográfico (EEG).

O diagnóstico da Hiperatividade é clínico.O EEG não tem nenhuma participação no diagnóstico. Há vezes que o EEG é solicitado, mas para direcionamento do esquema terapêutico, somente.

Recentemente recebi o diagnóstico de TDAHI que segundo minha médica, carrego esse transtorno desde a infância. Interessada em adquirir maiores informações sobre tal distúrbios, tenho pesquisado em vários sites da Internet, porém não tenho encontrado um assunto específico: Hiperatividade E CONSUMO DE COCAÍNA. Gostaria de saber como age a cocaína no cérebro de uma pessoa hiperativa, já que o efeito estimulante de tal droga, causa uma sensação prazerosa ao hiperativo, diferente das pessoas normais.

Sabe-se que a cocaína reduz a recaptação da Dopamina e o seu acúmulo na fenda sináptica ativa o Sistema Dopaminérgico que causa a euforia e a sua ação se faz no sistema mesolímbico.Além disso bloqueia o reaproveitamento do Triptofano, que é precursor da Serotonina e que vai alterar o mecanismo do sono, deixando mais alerta e acentuando os efeitos estimulantes da Dopamina.Tem, também uma ação nos nervos periféricos causando uma hipoestesia. Portanto o que se imagina é que cocaína além dos seus efeitos estimulantes deve potencializar o comportamento hiperativo pré'-existente. O comportamento hiperativo é tratado com medicamentos que são incompatíveis com o uso da cocaína. A sugestão, no caso, é o de abandonar o uso da cocaína e tentar o tratamento do quadro hiperativo.

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