Depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Doença psiquiátrica, psicológica, neurológica de criança

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Respondidas por Dr Rubens PitliukDra Susan MondoniDr. Raymond RosenbergDr. Abram Topcewsky e Dra. Aline Basaglia

 

 

 

P: Tenho um filho com 12 anos, que vem fazendo pequenos furtos (em casa) e descobri q sempre para comprar lanche na rua, qdo converso ele assume, diz q ta errado e q não consegue deixar de fazer. Isso é um distúrbio de q tipo? e que atitude devo tomar?

R: Estes comportamentos estão presentes numa série de distúrbios. O ideal seria passá-lo por uma avaliação com psicólogo ou psiquiatra infantil. Dra. Susan Mondoni

P: Gostaria de saber se qdo a criança chora em demasia, caso a mãe q trabalha fora não chegue na hora certa, se ela pode está desencadeando um início de depressão ou síndrome do pânico?

R: Mais importante do que a quantidade é a qualidade do tempo que os pais dispensam à criança. Crianças choram em demasia por vários motivos. Talvez uma psicóloga possa ajudar neste caso. Dra. Susan Mondoni

P: Tenho um filho com paralisia cerebral grave que aos 8 meses desenvolveu síndrome de west, e hoje aos 2anos de idade ainda não conseguimos controlar as crises convulsivas freqüentes. Segundo os médicos se as crises não controlarem até aprox.3 anos e meio poderá virar síndrome de Lenox Gastaut.Queria muito obter informações sobre essa síndrome, quais os riscos e tratamentos adequado?

R: A síndrome de Lennox-Gastaut é uma condição na infância onde ocorrem múltiplos tipos de crises epilépticas. Muitas vezes está associada ao retardo mental e à regressão psicomotora. Converse com o neurologista que a acompanha. Ele poderá lhe explicar maiores detalhes. Dra. Susan Mondoni.

P: Boa tarde, sou psicóloga clínica e atendo um menino de sete anos que vem apresentando comportamento nervoso, muito agitado, não tolera frustração. Quando fica muito nervoso, quer quebrar o que vem pela frente e fica se mordendo. Problemas de saúde: sinusite, enurese (usa fralda para dormir até hoje). Sono: Sonambulismo. Avaliação neurológica - Resultado do EEG: anormalidade paroxística de caráter irritativo por partes expontâneas nas regiões parietal, central e temporal posterior de ambos os hemisférios cerebrais e por pontas evocadas nas regiões central e parietal medianas. Diagnóstico do neurologista: Distúrbio de comportamento e Distúrbio do sono. Prescrição de medicação: Tegretol - 10ml 2 x ao dia. Gostaria de confirmar se o Tegretol seria uma medicação adequada e de uma explicação sobre o resultado do EEG.

R: Sim, o Tegretol tanto controla crises epilépticas (focos irritativos do EEG) quanto agressividade e impulsividade. Mas cada criança responde de um jeito e somente o acompanhamento médico poderá definir se esta é de fato a melhor medicação neste caso. Dra. Susan Mondoni

P: minha neta tem pequenas crises de Disritmia. Está em tratamento com Depakote. Antes não era irritada, chata, chorona e nervosa... este comportamento pode ser do uso do Depakote... ela está usando o medicamento há três anos.

R: Depois de tanto tempo não é comum que a medicação começe a dar efeitos colaterais. O melhor é falar com o médico que a acompanha. Dra. Susan Mondoni

P: Meu nome é Mônica, tenho 28 anos e 2 filhos um de 10 anos e uma de 2 anos, venho enfrentando uma batalha para educar meu filho de 10 anos, mas não estou conseguindo, por isso peço ajuda de vcs. Ele vem apresentando um comportamento totalmente inadequado. Ele já fez tratamento psicológico por 3 anos, foi diagnosticado como hiperativo, porém, seu comportamento vem se agravando gradativamente, não tem amigos, difícil a convivência, na escola não deixa a professorar dar aula, a professora começa o exercício ele já dá a resposta não consegue copiar nada da lousa, não pode ficar sozinho porque apronta contra ele mesmo, uma vez colocou fogo para fazer um balão subir e queimou a testa, semana passada estava tentando escalar do quintal até a laje com uma corda. Na escola acham que ele é " bipolar " porque vc acaba de falar ele esquece, não se concentra, está agressivo, ao mesmo tempo é amável. Não sei mais o que fazer, preciso de uma ajuda, ajudem salvar meu filho, não quero perde-lo para o Mundo.

R: Monica, os sintomas que seu filho tem apresentado são relativamente inespecíficos ou seja, podem querer dizer várias coisas ou se referir a uma variada gama de transtornos (só você já citou 2). Somente uma avaliação poderá concluir o diagnóstico e o possível tratamento. Dra. Susan Mondoni.

P: Olá, Dra. Meu nome é Carlos, sou fonoaudiólogo e lhe apresento uma dúvida: avaliei uma paciente de 5 anos encaminhada pela mãe com projeção lingual e TDAH. Não havia projeção pois tinha freio curto porém não alterava os sons dos fonemas e não projetava a lingua. A criança durante o exame, falava coisas sem conexão, como um diálogo de um desenho que ela ama, ela dizia as falas e narrava, enquanto passava os olhos de vez enquanto nos meus. Muito agitada, trocava de roupa várias vezes e falava muita coisa sem nexo. Em alguns momentos ela focava e tinha a concentração no que eu perguntava mas logo se perdia. Não acho que seja somente TDAH..a neuro a viu no início do ano e irá reavaliar essa semana, mas disse ter indícios de DDA sem hiperatividade.. não foi o que vi.. Não percebi nada que o meu trabalho pudesse ajudar na fala ou na projeção, apenas no caso de TDAH. O que fazer? acredito que agora o trabalho da neuro e de uma terapia seja mais necessário do que o meu, estou certo? Por favor me dê uma luz.

R: O primeiro passo neste caso seria estabelecer um diagnóstico clínico mais preciso do caso. Talvez, além dos profissionais citados, fosse também interessante uma avaliação com psiquiatra infantil. Dra. Susan Mondoni.

P: Eu tenho uma filha de 7 anos e ela é muita ansiosa, e também esta com problemas na leitura e escrita, escreve de trás p/ frente q ela mesmo não entende, e nervosa só chora, toda vez q ela e cobrada de suas obrigação ela chora muito, sente dor de estômago, dor de cabeça e no peito .Eu estou tão preocupada já não sei o q faço, por favor me mande a resposta urgente por favor já procurei um profissional mais e demorado e estou desesperada. Isso pode ser dislexia? Me mande uma resposta urgente por favor muito obrigada.

R: Olá, Cristiane. É importante saber o que está acontecendo com a sua filha no que diz respeito ao processo de aprendizagem. O diagnóstico precoce e o tratamento de dificuldades de aprendizagem é essencial para que não haja outras questões que venham a agravar o processo dela de alfabetização, como baixa auto-estima devida a frustrações, metodologia de ensino errada, etc. Tanto dislexia, como outros tipos de dificuldade de aprendizagem, têm tratamento e resultados satisfatórios. Procure por um profissional especialista (como um psicólogo da área de aprendizagem e desenvolvimento, neuropsicólogo, psicopedagogo...) para que haja uma boa avaliação e tratamento competente. Boa sorte, Dra. Aline Basaglia.

P: Tenho um filho de 6 anos q age de forma extremamente desafiadora e com irritabilidade; apresenta distúrbios de conduta (brigas, desrespeitos a todas as pessoas) não obedece, nem segue regras, seja em casa, escola, ou rua. Já tem me colocado em diversas situações envergonhante. A cada dia está piorando é como se estivesse tratando com adolescente drogado, é terrível esta situação. Por favor me orientem pra q eu possa ajudá-lo. É o caso de medicamentos? Quem devo procurar? Como devo proceder?

R: Pelo que você nos conta seria muito importante para o seu filho e, conseqüentemente, para a toda a família, que vocês procurassem atendimento psicológico para saber o que está acontecendo, tanto para auxiliar neste comportamento atual, quanto para prevenir problemas futuros maiores. Na maioria das vezes, comportamentos desafiadores são conseqüência de um sentimento de mal-estar psíquico da criança que pode ter diversas causas. A necessidade ou não de medicação só será possível saber depois de uma avaliação bem feita do caso. Psicólogo infantil é indicado nesta avaliação inicial, sendo que se houver necessidade do outro profissional (psiquiatra infantil para medicamento, por exemplo), o profissional encaminhará. Dra. Aline Basaglia. 

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