As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

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P: Eu tenho um problema de ansiedade. Não sei ao certo desde quando, acho que tem mais ou menos, 1 ano. Sempre quando me encontro numa situação do tipo, encontrar alguém que eu tenha algum tipo de 'envolvimento', me bate uma vontade absurda de vomitar. E o pior, na maior parte das vezes acabo vomitando. E já aconteceu também, de eu sair procurando um banheiro pra vomitar. Não consigo controlar. Às vezes, é só até a pessoa aparecer, depois que ela aparece, o mal estar passa também, mas às vezes, posso estar tranqüila, e me vem essa vontade e eu tenho que sair. Vou numa psicóloga, acho que tem uns 4 meses, vou toda semana, e não vejo melhora nisso. Ela nunca me passou nenhum remédio, o que ela passa, são uns questionários falando de várias coisas... eu gostaria de saber, se tem algum remédio que eu possa tomar... ou o que fazer pra controlar isso? Não sei nem mais o que fazer, estou desesperada!!

R: Camila, realmente isso incomoda muito, porque acaba te limitando. Mas costuma passar muito rápido com tratamento. Costuma ser assim: algumas semanas de um medicamento mais alguns meses de psicoterapia. A melhora deve comecar muito rapidamente, mas o medicamento é mantido por algumas semanas para a psicoterapia poder progredir sem o reaparecimento dos sintomas.

O meu corpo já estava sinalizando que havia problemas há algum tempo, porém eu achava que umas férias ou uma viagem resolveriam o "estresse". Dores no peito? cardiologista não achava nada. Falta de sono? deve ser agitação ou alimentação. Os problemas sempre estavam com os outros que me cercavam e a paciência com os outros desapareceu. A verdade é que o problema estava em mim. Finalmente, chegou o dia em que o corpo parou minha trajetória de auto destruição e me peguei sem energia nem pra brincar com filhos e era como se a sensação de felicidade tivesse sido expurgada do meu dicionário interno. Não havia sorriso nem vontade de lutar. Obviamente, as dores vieram e sensação de que somente algumas horas do dia voce conseguia funcionar era aterrorizador. Bom, quem está nesta fase já sabe o sofrimento e não vou seguir com esta descrição. A boa notícia é que recebi apoio da família e aceitei o fato de que precisava ajuda imediatamente. Fui atendido por uma psiquiatra fantástica que diagnosticou Depressão. Paguei meus pecados com o Cymbalta e em algumas semanas mudei para o Lexapro, o qual estou tomando há 8 meses (os primeiros 5 meses foram acompanhados com Olcadil para segurar a ansiedade e seguir no tratamento. Saí do Olcadil gradativamente em três semanas e não foi fácil). Posso dizer que fui afortunado por conseguir uma combinação de pontos que resultaram em retornar à vida normal e felicidade em poucos meses. Gostaria portanto de compartilhar estas ações pois talvez possam ajudar outros. A mensagem mais importante é que É POSSÍVEL VOLTAR A VIVER... e ... O PROCESSO NÃO É FÁCIL MAS CERTAMENTE VALE A PENA. Aqui vai a combinação (que certamente não é a formula mágica) mas foram até agora os responsáveis pela minha saída do "buraco": 1) Família - explique seu desespero (ou ao menos tente) e peça que pesquisem na Internet para entender o que é a doença - eles te apoiarão (e talvez voce nem perceba no início e depois pode até ficar chateado de ter sido injusto com eles... mas não é sua culpa, faz parte deste mal); 2) Psiquiatra - aceite que ele trata de pessoas normais como voce (não é medico de louco) e aceite anti-depressivo e provavelmente ansiolítico no início (lembre-se que tarja preta não deve ser pra vida inteira... planeje com ele como será a retirada e EXECUTE o plano. Se não conseguir, pode ser sinal que ainda não estava na hora. Mantenha contato continuo até sair de remédios como Olcadil ou outro benzodiazepinico) - nota: normalmente é bobagem o mito de problemas sexuais com antidepressivos. Caso aconteça contigo, fale com o médico e ele te altera a medicação e resolve rápido - foi o que me disseram; 3)Acupuntura - abra o jogo com este médico também (sim, tem que ser médico acupunturista, esqueça exotérico que te agulha e te dá incenso) e peça que energize seu corpo e reduza os pontos de estresse - um medico acupunturista serão irá te criar um plano com espacejamento gradual desde agulhadas duas vezes por semana até algo como a cada dois ou três meses; 4) religiosidade - independente e sua crença, lembre-se dela e faça as pazes com sua religiosidade; 5)Exercicio físico - esqueça suar na academia nos primeiros meses pois voce NÃO tem esta energia pra gastar! Caminhe com freqüência em horários que em situações normais seria agradáveis (preferência pela manhã pois voce não esta dormindo muito mesmo, né? pra que ficar na cama com a cabeça pensando em quinhentos problemas imaginários que parecem sem solução e urgentíssimos - calma, isso passa - agüente firme)- procure andar uns 2 kilometros no máximo em ruas calmas e arborizadas (se não tiver muita gente é melhor) e tente concentrar em respirar e observar as casas e detalhes do caminho (ajuda a controlar a respiração pois diminui a ansiedade)- com o tempo voce resgatará suas energias e poderá exercitar no seu ritmo ou um ritmo que deseje para sua vida; 6) Leitura antes de dormir - livros como Caçador de Pipas, Parati e outros "sessão da tarde" podem ajudar a relaxar à noite para evitar o uso continuo de medicamentos pra dormir (se for imprescindível, converse com seu medico sobre o Lioram ao invés do ansiolítico... ele só te derruba e diminui os pensamentos confusos.. há pensou que era só contigo que a noite era um inferno? - outra vez: calma, voce vai conseguir dormir legal outra vez e acordar com a sensação que descansou - demora uns meses, ok). 7) Amigos - talvez voce conheça alguém que já esteve usando antidepressivo. Compartilhe suas dúvidas com ele, mas cuidado pois há pessoas que não acreditam em sua força e desistem de tratamento (voce os identificará quando ouvir : "de vez em quando eu acordo mal e tomo um Lexotan pra se preparar para o dia"); 8) Psicoterapia - deixei este ponto para o final pois ele tem papel importantíssimo no início do tratamento mas sua responsabilidade é muito maior na manutenção quando voce recupera o equilíbrio químico e psíquico (a questão é que voce precisa encontrar um profissional que se adeqüe à seu perfil e eu recomendo que ele não seja o velho Freudiano que vai ficar te ouvindo falar e chorar...melhor aqueles que buscam te dar tarefas de autoconhecimento para que voce identifique e reconquiste sua espontaneidade, seus valores, seu respeito interior e exterior etc .. voce vai entender com o tempo. Volte a ler esta mensagem depois de uns seis meses e voce vai entender se seu psicólogo está realmente te ajudando a encarar o espelho e a vida de frente).8) Trabalho - licença médica pode ajudar mas lembre-se que manter a cabeça ocupada também. Busque manter-se ativo mas lembrando que suas energias estão debilitadas e está na fase de guardar e acumular energia nas "baterias" - equilíbrio e respeito ao seu corpo devem ser as diretrizes. Talvez seja pessoal, mas eu tenho a tendência à extremos e portanto fui alertado para observar e ter cuidado para não exceder limites. 9) Pesquisar - Internet, livros, amigos médicos e terapeutas - vale tudo para entender e não criar mitos. Se voce está lendo este depoimento, já é sinal que este item já está em execução e voce acredita que há como sair do problema ..parabéns. Alguém me disse que o pior que pode acontecer é tentar evitar falar ou pensar na palavra Depressão. Veja a analogia: se voce diz: não quero pensar em uma bola azul, qual a primeira imagem que vêem a sua mente? BOLA AZUL... pesquise e entenda o que é depressão, o que esta sentindo e o que tratamentos existem; 10) PERCEBER PROGRESSO - quando voce perceber que está cantarolando uma música idiota qualquer, perceba que isto é um progresso pois voce relaxou por alguns instantes... a mensagem aqui é que voce deve estar atento para perceber e VALORIZAR cada pequeno sinal que a vida e teu corpo vão te dar de que houve progresso no tratamento. Observe e comemore. 11) A dose certa - já ia me esquecendo, crie um lugar para relatar o dia-a-dia da doença, sintomas e tratamentos - importante para os primeiros dois meses pois voce não conseguirá perceber a evolução sem ler como voce estava mal no início (as anotações são pra voce e para o psiquiatra para ele acertar as doses das medicações conforme suas reações - as vezes um simples ato de separar o comprimido do antidepressivo em duas partes e tomá-lo com um intervalo de horas pode reduzir os efeitos de enjôo que eles trazem - mas fale com o medico se é aplicável ao medicamento que ele vai usar contigo). Ah, coma algo antes de tomar o antidepressivo (mesmo que já esteja com o estômago embrulhado voce vai perceber que voce não vai vomitar) isto costuma ajudar a reduzir os efeitos colaterais imediatos. Ainda não iniciei o processo de "desmame do Lexapro" mas estou confiante que o farei gradual e programado como do Olcadil. Meu acupunturista está esperando esta fase para um tratamento mais intensivo que garanta meu bem estar e minha terapeuta também pretende preparar as sessões (hoje semanais) para intensificar minha observação e entendimento dos pontos que terei que estar atento para garantir que o processo de retirada seja efetivo. Espero que este depoimento possa ajudar as pessoas que estão passando por este problema. Tentarei lembrar de regressar a este site para compartilhar mais informações após passar pelo "desmame" do antidepressivo (acredito que ainda deva tomar mais alguns meses ou mesmo uns anos... seguirei recomendação médica, até agora tem funcionado). Abraços.

Tenho histórico de pai alcoólatra, mãe depressiva. Tenho pânico de falar em público e perco oportunidades de ganhar mais por isso. Tenho sentimento de culpa, rôo unha desde que nasci, fico tirando "bolinhas" da pele, tenho picos de compulsão alimentar e engordo, depois emagreço, tenho pensamentos ruins, de morte, tenho medo de sair de carro com outra pessoa dirigindo, fico imaginando acidentes acontecendo, fico imaginando pessoas da família morrendo, as vezes me acho a última pessoa do mundo, incapaz, burra, fico mortificada quando dou um "fora", preocupo-me com o que vão pensar de mim se faço algo errado ou me engano não consigo parar de me culpar e de me envergonhar, tenho TPM horrível, fico deprimida, querendo morrer, me achando uma idiota, tenho pavor de atender telefone ou de receber visita inesperada, fico angustiada em saber que vou a uma festa ou que receberei visitas em casa, só saio de casa tranqüila se estou segura quanto a minha aparência, tenho vontade de roubar pequenos objetos, tenho mania de mentir (mentirinhas pequenas que não precisam ser ditas porque não mudam nada e depois me arrependo horrivelmente), as vezes minto para fugir de algo que não fiz ou que me esqueci, sendo que poderia muito bem assumir o erro e depois me arrependo e juro que nunca mais vou mentir e volto a fazê-lo, quando falo em público fico "burra" apesar de ter boa cultura, dá uns brancos, fico sem vocabulário e quando sei que vou falar em público já sofro um mês antes, quero fugir da situação e no dia seguinte fico me sentindo a idiota, desamparada, que todos me acharam uma imbecil, sinto uma tristeza imensa, choro muito, tenho momentos de euforia, me acho bonita, inteligente, os elogios são recebidos com exagero e as críticas também. Apanhei muito na infância. Tenho medo de "autoridades" e as vezes me sinto em pânico ao ter que conversar com uma pessoa, não sei onde por a mão, o que dizer, pra onde olhar. Gostava muito de ler, devorava, agora não consigo mais me concentrar. Não consegui terminar nenhuma faculdade, entrei em várias, prestei vestibulares difíceis, sempre tive boas notas e elogios, mas não tenho mais vontade nem coragem de ir pra faculdade. A única coisa que consigo fazer e me sentir feliz é meu trabalho: dou aulas para crianças bem pequenas de 5 anos e elas são maravilhosas, me adoram, faço um bom trabalho, tenho resultados ótimos com crianças difíceis, tenho muito carinho e compreensão, ao mesmo tempo sei por limites. Nunca bati em minha filha, mas ela sofre com minha instabilidade emocional. Minha família também é um oásis no meio da minha loucura. Meu marido me ama e é muito compreensivo, mas ele não sabe de tudo o que sinto e faço, tenho vergonha, parece que ninguém vai entender. Guardo comigo as coisas "piores" como as "mentirinha", por exemplo. ME sinto tão horrível perante o mundo, porque sei discernir entre o certo e o errado, preocupo-me com questões éticas e de cidadania, tenho pena e sou solidária com as pessoas, mas me mantenho num mundo só meu. Me distancio de amigos. As vezes conquisto amigos que querem me visitar, me ver, falar comigo e vou colocando barreiras, até que a pessoa comece a desistir de mim, porque não consigo me envolver tanto, não quero gente me ligando, odeio telefone. Só gosto de e-mail. Pelo amor de Deus! O que eu faço? O que eu tenho? É horrível ser eu! As vezes quero morrer ou sumir para um país distante, começar minha vida de novo onde ninguém conhece a minha idiotice, começar do zero. Mas acho que minha saída é morrer e nascer de novo. Eu sou uma massa disforme sem valor e incapaz.

Se for Fobia Social, Distimia, TPM, Cleptomania, Bulimia, mesmo que tudo junto, na verdade tudo isso pode ser tratado, seja com terapia ou com medicação ou com ambos. Pq não consulta um especialista ?

Gostaria de saber o que acontece comigo, e o que devo procurar? No meu dia a dia o rubor é freqüente, fico ruborizado sem qualquer motivo, junto a isto vem excesso de suor, palpitação, enfim sinto-me muito mal, e isto acontece inclusive em minha casa. Já procurei Psicólogos para regressão mental, outros para terapia, enfim até o momento nada me levou a uma solução. Eventualmente por receita médica tomo Olcadil e sinto-me um pouco melhor, porém gostaria de resolver por completo esta questão, gostaria então de saber o que posso fazer, que mal pode fazer o remédio que tomo, e se existe algo que resolva por completo o que sinto, e é claro se é muito demorado o percurso para se obter algum resultado. Espero obter resposta breve. Muito grato.

Leia os links da página: Fobia Social. Seu tratamento deve provocar melhora rápida, em poucos dias. É que na maioria dos casos só terapia não resolve mesmo, precisa de um remedinho.

Tenho 20 anos e gostaria de falar com o senhor sobre um problema que muito me incomoda. Trata-se de um problema de ansiedade que tenho. Eu sei que a ansiedade é um estado normal da criatura humana, porém no meu caso as proporções são imensas. Imagine o senhor que, sem motivo aparente ou por motivos pequenos, meu emocional se descontrola. Darei um exemplo: Uma pessoa que gosto muito diz que vai me encontrar em determinado lugar as 18 horas. Eu o espero e antes mesmo do horário eu começo e sentir sensações estranhas. Tenho congestão de garganta, meu peito fica apertado, meus batimentos cardíacos aumentam, começo a suar frio, tenho ânsias de vômito, mesmo sem motivo, mesmo tendo a certeza de que a pessoa estaria no lugar. E quando há um atraso ou a pessoa não pode estar lá por algum motivo, é pior. Começo a ter ataques de pânico achando que a pessoa não gosta de mim, que nunca mais vou vê-la e fico com essa sensação até que consiga falar com a pessoa, aí os sintomas somem como por encanto. Mas voltam em outras situações idênticas. Acredite Doutor, sofro muito com isso, é uma sensação horrível, minha alegria de viver muitas vezes foi prejudicada por causa dessa sensação que não consigo me livrar nem lendo livros, nem fazendo força com o pensamento nada. Por isso gostaria de lhe perguntar o que é isso, porque eu sinto aqueles sintomas, porque eles vão e vêm, existe remédio para isso, como controlar ? Enfim Doutor se o senhor puder me dar uma luz sobre esse assunto, ficaria muito agradeço, pois sinceramente não agüento mais isso.

Esse quadro provavelmente é o TAG (Transtorno de Ansiedade Generalizada). Existe tratamento sim, procure um Psiquiatra.

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