As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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P: Olá meu marido usa maconha há mais de 12 anos mas isso está acabando com a vida dele, só se sente feliz usando a droga e quando está sem fica muito agressivo, há tratamento marquei uma consulta para segunda feira será que é esse o caminho?

R: Rosangela, bom dia! Existe tratamento para o uso abusivo de substâncias e quanto mais cedo vcs procurarem tratamento menos prejuízos, inclusive os neurocognitivos que já foram comprovados cientificamente com o uso da maconha, ele terá. O uso da maconha agrava os  prejuízos familiares, sociais e conjugais, além claro, dos profissionais. O uso abusivo de substância é considerado doença  ou co-morbidade de uma doença, por isso,  não desista de tratar o seu marido. Ivonete Garcia

R: O crack é uma droga que destrói o organismo, isto é claro. Porém gostaria de saber se o dependente consegue ter uma vida "normal" se fizer uso somente uma vez por semana... 7 pedras no período. Quais são as chances de um usuário de crack por quatro anos (de quinze em quinze dias )deixar o vício?

R: Olá Jaqueline, este é um tipo de droga que não se fala em uso ou abuso, só em dependência e portanto a abstinência tem que ser total. Dra. Alina Landi

P: Comecei com drogas aos 15 anos. Aos 36, foi a vez a do crack. Após 6 meses, usando 4 ou 5 vezes por semana, fumei uma pedra e sentia uma veia latejando forte no pescoço. Ainda assim, dei mais uma tragada considerável. O curioso é que não senti o efeito e a paranóia que geralmente sentia. Aquele medo, olhar ao redor, finalmente não senti, mas meu coração acelerou muito, senti calafrios e sensações que me fizeram crer que teria uma parada cardíaca. Fui medicado no hospital e fiquei bem. Isso faz quase 1 ano e de lá pra cá tentei fumar umas 3 vezes, mas não senti o mesmo efeito de antes e meu coração acelera absurdamente com um pequeno trago. Sinalizando, sinto todos os dias taquicardia, dores no peito, formigamento no rosto, dores na nuca, náuseas, fisgadas e alfinetadas no músculo (principalmente nos braços e costelas), tonturas e sensações de desmaio. Fiz inúmeros exames e nada. Além disso, se fumo não sinto mais aquela paranóia, aquela sensação de medo, apenas taquicardia e sensação eminente de morte. Por isso, gostaria que me elucidasse do que pode estar acontecendo.

F: Olá Ronaldo, acho que voce deve continuar com a investigação clínica, principalmente neurológica, com Ressonância Magnética da cabeça, e outros, pois pelo tempo de agressão ao seu cérebro pode ter alguma coisa mais séria. Dra. Alina Landi

P: Olá¡! Fui diagnosticada como Distímica. Por favor, gostaria de saber a diferença entre Fluoxetina e Sertralina, pois fiquei preocupada ao ler sobre os efeitos colaterais da Sertralina que pareceram ser em maior quantidade. Usei Fluoxetina por um ano, mas o efeito mudou, no começo foi bom mas depois começou a me dar sono e cansaço. Parei, e agora depois de vários meses sem antidepressivo vou recomeçar com Sertralina. Gostaria de saber também o que você acha do uso da ayahuasca (Santo Daime). Obrigada e parabéns pelo seu trabalho.

P: Olá Cristina, os dois antidepressivos são inibidores seletivos da recaptação da Serotonina, e seu médico é que decide qual é o melhor para o seu caso. Quanto ao Santo Daime, é uma droga que traz alteração do estado de consciência, muito perigosa para quem já tem uma patologia psiquiátrica. Dra. Alina Landi

P: Gostaria de saber, se existe algum medicamento que corta o efeito do LSD? Ouvi dizer que anti-depressivos cortam o efeito, mas não acreditei nesta hipótese. Gostaria de saber se isso eh verossímil ou não? e se for, existe uma dosagem para tal ato? a ponto de não causar mais danos ao organismo.

R: Essa possibilidade não existe. Não existe nenhum "antídoto" que impeça a fritura dos teus neurônios.

P:  Meu filho com 27 anos, toma Alprazolam, Cloridrato de Sertralina e Noctal, mas parece que os remédios estão dando efeito contrário, só estão deixando ele tonto e enjoado, esteve na terapia por oito meses, mas agora acha que não precisa e parou, tem momentos de agressividade e momentos mais calmos, viver com ele está sendo difícil, sei que remédios psiquiátricos são ajustados de acordo com a melhora do paciente, mas acontece que meu filho quando sai a noite bebe e mistura bebida com os remédios e no dia seguinte dorme o dia todo. E isso está o afetando, não sei como ajudá-lo, pois ele não me ouve, só faz o que quer. 

R: Cara Márcia, você não chegou a citar qual o diagnóstico do seu filho, porém parece evidente que ele não tem seguido um acompanhamento regular e adequado de seu tratamento. Seria interessante você identificar alguém a quem ele ouça, por exemplo, o pai, um primo mais próximo, um amigo, namorada, etc. Essa pessoa o incentivaria a seguir adequadamente o tratamento e assim alcançar a remissão. Só tomar os medicamentos, principalmente associado ao uso de álcool, não será suficiente para tratá-lo. Dra. Giuliana Cividanes

P: Olá, como vai? estou já entrando em desespero, porque o meu companheiro esta se envolvendo com drogas pesadas e não queria interna-lo e meu companheiro esta se fechando a cada dia e usando sem limites, agradeço desde já pela atenção

R: Olá Carol, voce precisa levá-lo a um psiquiatra, para que o médico possa explicar a ele os riscos que ele está correndo, e que não pode sair desta sem ajuda. Se ele não concordar, marque voce com o psiquiatra, para ter um diagnóstico e orientação adequados. Dra. Alina. Landi

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