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P: Olá meu marido usa
maconha há mais de 12 anos mas isso está acabando com a vida dele, só
se sente feliz usando a droga e quando está sem fica muito agressivo, há
tratamento marquei uma consulta para segunda feira será que é esse o
caminho?
R: Rosangela, bom dia!
Existe tratamento para o uso abusivo de substâncias e quanto mais cedo
vcs procurarem tratamento menos prejuízos, inclusive os neurocognitivos
que já foram comprovados cientificamente com o uso da maconha, ele terá.
O uso da maconha agrava os prejuízos familiares, sociais e
conjugais, além claro, dos profissionais. O uso abusivo de substância é
considerado doença ou co-morbidade de uma doença, por isso,
não desista de tratar o seu marido. Ivonete Garcia
R: O crack é uma droga que
destrói o organismo, isto é claro. Porém gostaria de saber se o
dependente consegue ter uma vida "normal" se fizer uso somente
uma vez por semana... 7 pedras no período. Quais são as chances de um usuário
de crack por quatro anos (de quinze em quinze dias )deixar o vício?
R: Olá Jaqueline, este
é um tipo de droga que não se fala em uso ou abuso, só em dependência
e portanto a abstinência tem que ser total. Dra. Alina Landi
P: Comecei com drogas aos 15
anos. Aos 36, foi a vez a do crack. Após 6 meses, usando 4 ou 5 vezes por
semana, fumei uma pedra e sentia uma veia latejando forte no pescoço.
Ainda assim, dei mais uma tragada considerável. O curioso é que não
senti o efeito e a paranóia que geralmente sentia. Aquele medo, olhar ao
redor, finalmente não senti, mas meu coração acelerou muito, senti
calafrios e sensações que me fizeram crer que teria uma parada
cardíaca. Fui medicado no hospital e fiquei bem. Isso faz quase 1 ano e
de lá pra cá tentei fumar umas 3 vezes, mas não senti o mesmo efeito de
antes e meu coração acelera absurdamente com um pequeno trago. Sinalizando,
sinto todos os dias taquicardia, dores no peito, formigamento no rosto,
dores na nuca, náuseas, fisgadas e alfinetadas no músculo
(principalmente nos braços e costelas), tonturas e sensações de
desmaio. Fiz inúmeros exames e nada. Além disso, se fumo não sinto mais
aquela paranóia, aquela sensação de medo, apenas taquicardia e
sensação eminente de morte. Por isso, gostaria que me elucidasse do que
pode estar acontecendo.
F: Olá Ronaldo, acho que
voce deve continuar com a investigação clínica, principalmente
neurológica, com Ressonância Magnética da cabeça, e outros, pois pelo
tempo de agressão ao seu cérebro pode ter alguma coisa mais séria. Dra.
Alina Landi
P: Olá¡! Fui diagnosticada
como Distímica. Por favor, gostaria de saber a diferença entre Fluoxetina
e Sertralina, pois fiquei preocupada ao ler sobre os efeitos colaterais da
Sertralina que pareceram ser em maior quantidade. Usei Fluoxetina por um
ano, mas o efeito mudou, no começo foi bom mas depois começou a me dar
sono e cansaço. Parei, e agora depois de vários meses sem antidepressivo
vou recomeçar com Sertralina. Gostaria de saber também o que você acha
do uso da ayahuasca (Santo Daime). Obrigada e parabéns pelo seu trabalho.
P: Olá Cristina, os dois
antidepressivos são inibidores seletivos da recaptação da Serotonina, e
seu médico é que decide qual é o melhor para o seu caso. Quanto ao
Santo Daime, é uma droga que traz alteração do estado de consciência,
muito perigosa para quem já tem uma patologia psiquiátrica. Dra. Alina
Landi
P: Gostaria de saber, se
existe algum medicamento que corta o efeito do LSD? Ouvi dizer que
anti-depressivos cortam o efeito, mas não acreditei nesta hipótese. Gostaria
de saber se isso eh verossímil ou não? e se for, existe uma dosagem para
tal ato? a ponto de não causar mais danos ao organismo.
R: Essa possibilidade
não existe. Não existe nenhum "antídoto" que impeça a
fritura dos teus neurônios.
P: Meu filho com 27
anos, toma Alprazolam, Cloridrato de Sertralina e Noctal, mas parece que
os remédios estão dando efeito contrário, só estão deixando ele tonto
e enjoado, esteve na terapia por oito meses, mas agora acha que não
precisa e parou, tem momentos de agressividade e momentos mais calmos,
viver com ele está sendo difícil, sei que remédios psiquiátricos são
ajustados de acordo com a melhora do paciente, mas acontece que meu filho
quando sai a noite bebe e mistura bebida com os remédios e no dia
seguinte dorme o dia todo. E isso está o afetando, não sei como
ajudá-lo, pois ele não me ouve, só faz o que quer.
R: Cara Márcia, você
não chegou a citar qual o diagnóstico do seu filho, porém parece
evidente que ele não tem seguido um acompanhamento regular e adequado de
seu tratamento. Seria interessante você identificar alguém a quem ele
ouça, por exemplo, o pai, um primo mais próximo, um amigo, namorada,
etc. Essa pessoa o incentivaria a seguir adequadamente o tratamento e
assim alcançar a remissão. Só tomar os medicamentos, principalmente
associado ao uso de álcool, não será suficiente para tratá-lo. Dra.
Giuliana Cividanes
P: Olá, como vai? estou já
entrando em desespero, porque o meu companheiro esta se envolvendo com
drogas pesadas e não queria interna-lo e meu companheiro esta se fechando
a cada dia e usando sem limites, agradeço desde já pela atenção
R: Olá Carol, voce
precisa levá-lo a um psiquiatra, para que o médico possa explicar a ele
os riscos que ele está correndo, e que não pode sair desta sem ajuda. Se
ele não concordar, marque voce com o psiquiatra, para ter um diagnóstico
e orientação adequados. Dra. Alina. Landi
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