|
|
P: Tive meu
primeiro filho há nove meses e meio, e nos primeiros 50 dias tinha mta vontade
de chorar, calores corporais em forma de ondas, angústia e insônia. Todos
esses sintomas já passaram a não ser a insônia acompanhada de taquicardia.
Será que ainda estou com depressão? Devo procurar ajuda, ou passará sozinha
como os outros sintomas? Obrigada.
R: Pode ser que
passe logo, pode ser que demore, mas vai acabar passando. Vc precisa avaliar se
esses sintomas te atrapalham ou não a vida e se precisa sofrer ao invés de
tratar.
P: Após o
nascimento da minha 1ª filha em 11/01/2009, um dos principais motivos de ficar
depressiva foi a realidade. Ser completamente responsável por aquele ser tão
pequeno e indefeso me assustou, estava certa que não daria conta, não consegui
amamentar, me irritava aquele choro durante os dias e as noites eu não sabia o
motivo, em casa era só eu e meu Marido, 02 pais completamente inexperientes, os
afazeres domésticos, a dor nos pontos, trocar roupa, fralda limpar o garfo o
tempo todo me deixaram muito nervosa. Justo eu que sempre fui independente,
tinha meu dinheiro e gastava da forma que queria, viagens, roupas, cabeleleiro,
baladas e restaurantes, de repente me vi numa situação em que estava
completamente presa, sufocada, não tinha mais nenhuma liberdade, e minha vida
se transformou em cuidar daquele bebê só isso. Fui ficando cada vez mais
triste, só chorava, no 1°mês perdi 17kg, não conseguia comer, queria só
ficar na cama, mais não podia porque tinha que cuidar dela que tinha muita cólica
devido ao leite que tomava, eu não amamentei minha filha por pura falta de
paciência. Eu sentia que não há amava, cheguei até a entender porque tantas
mães jogavam seus bebês fora, tive sentimentos que jamais achei que poderia
ser capaz de te-los. Minha vida se tornou um inferno, só brigava com meu marido
não queria nem pensar em sexo, ela chorava e eu tinha vontade de sair correndo
e nunca mais voltar. Olha foi momentos muito difíceis que eu passei, não
desejo para ninguém. Hoje depois de 07 meses, sinto-me melhor, mais mesmo assim
as vezes ainda penso como minha vida seria diferente se eu não tivesse filhos,
sinto como se a bebê fosse uma limitação para mim, no sentido de trabalhar (
tive que deixar meu emprego e hoje trabalho em casa, porque não tinha com quem
deixa-la e escolinha não aceitaram devido a idade na época) e até no sentido
de viver minha própria vida, não sei quando isso vai passar? até quando vou
ficar com esses sentimentos confusos, ora estou bem ora estou depressiva? Nunca
procurei ajuda ou tratamento.
R: Seria
conveniente uma avaliação com um psiquiatra pata ver se essa depressão passou
completamente mesmo ou se existem fatores psicológicos que precisariam ser tratados
em psicoterapia
P: Descobri que
estava grávida com um mês, e nesse um mês fiz tratamento de depressão,
tomando : TOPIRAMATO, LEXAPRO E RIVOTRIL. Assim que descobri parei na hora !
Estou mto aflita com medo de meu BB ser afetado ! Por favor quais são os riscos
doutor???
R: São
tremendamente mínimos, não se preocupe mesmo ! Faça teu pré natal, teu
Ultrasom (quando chegar a hora) e curta tua gravidez.
P: Dr. Rubens Pitliuk,
obrigada pelo espaço, bom quero muito saber se quem toma remédios controlados
como Rivotril pode engravidar, meu marido toma remédio controlado há + ou - 1
ano e meio, estou tentando engravidar há uns 3 meses e não estou conseguindo,
já fiz todos os exames ginecológicos e a minha médica diz que está tudo
normal comigo, já tenho uma filha de 4 anos, e na época que tentei engravidar
foi rápido na primeira tentativa, quero saber se os remédios deixou meu marido
infertil - esclarecendo é Rivotril de 1 miligrama na qual ele divide em quatro
partes e toma 2 pedaços durante o dia, ele faz isso porque está tentando se
livrar dos remédios. desde já agradeço.
R: O Rivotril não
deixou seu marido estéril.
P: Olá Dr.
Rubens, tudo bem? POR FAVOR, NOS AJUDE! Eu e minha mulher fomos morar à pouco
numa cidade pequena, só tem um médico na cidade e ela está grávida de 5
meses, ela tem síndrome do pânico e foram retirados de uma vez os remédios.
Os efeitos colaterais são horríveis, ela não dorme à três dias, tem
tremedeira e ansiedade o dia inteiro, não sei mais o que fazer, pois não tenho
condições financeiras para levar ela até outro médico em outra cidade. Ela
tomava Paroxetina (1 pela manhã) e Bromazepan (1 p/ dormir), agora está
tomando Passiflorine (4 p/ dormir). Gostaria de saber os riscos da abstinência,
pois ela tomou por seis anos. Também gostaria que o senhor indicasse um
remédio natural melhor que o Passiflorine, pois o médico disse que não existe
melhor e é um remédio de custo alto para nós. A maior dificuldade é fazer
ela dormir. Eu não imaginava que alguém fosse capaz de ficar tanto tempo sem
dormir. POR FAVOR, PRECISAMOS DE AJUDA, NÃO POSSO MAIS VER ELA NESSA SITUAÇÃO
PORQUE AMO ELA DEMAIS E NÃO ESTOU CONSEGUINDO CUIDAR BEM DELA. Obrigado pela
atenção! Rodrigo A. M.
R: Oi Rodrigo,
tudo bem sim. Pena que com vocês as coisas não estão bem. Ligue na Clínica
Psiquiátrica da Faculdade de Medicina mais próxima que eles certamente
recomendam um Psiquiatra experiente próximo.
P: Tive na minha primeira
gravidez depressão e Síndrome do Pânico, hoje meu filho tem 12 percebo que
ele não vai bem nas escola, fica repetindo sempre a mesma coisa, principalmente
provocando o pai e o irmão mais novo. após três anos engravidei novamente,
tive novamente depressão e Síndrome do Pânico com pensamentos muito ruins,
durante a gravidez, qdo em crise de Pânico a minha barriga se contrai inteira,
tanto que desde os quatro meses de gravidez eu sofria de contrações, ele
nasceu de 38 semanas. hoje ele é compulsivo com relação a comida e arranca os
cabelos faço tratamento com fono, é muito inteligente mas não vai bem em português,
meu marido o trata como um bebe e faz diferença de um e de outro, não sei o
que fazer com agir, sinto que os dois são assim por minha causa, gostaria muito
que pudessem me orientar se possível.
R: Marcia, não acho que vc
seja "culpada" por isso tudo. O que me parece é que seria bom você
procurar um psiquiatra com experiência em infância e adolescência para
diagnosticar bem objetivamente o problema e sugerir um tratamento, que pode até
mesmo ser uma orientação familiar com uma psicóloga.
P: Tenho 26 anos e há 3 meses
após passar muito mal fiquei sabendo que estava com uma gestação ectópica,
em processo de aborto, c/ hemorragia e teria que fazer uma cirurgia de emergência
e retirar uma das trompas. Desde o momento em que descobri a gravidez meu marido
me culpa pela perda do bebê, fala que sou irresponsável, incompetente, e que
foi muito bem feito para mim ter passado por isso e daí em diante passamos a
nos distanciar. Do ocorrido para cá, perdi a vontade de tudo, acabei me
culpando realmente pelo que aconteceu, não consigo dormir, nem me alimentar
direito. Tenho fortes crises de dor de cabeça e não tenho vontade de sair nem
falar com ninguém, as vezes estou bem, outras já estou irritada demais, sem paciência,
e qdo noto o desprezo do meu marido comigo fico ainda pior. Com muita
dificuldade aceitei buscar uma ajuda profissional, pois quero me levantar e
cuidar de mim e da minha filha de 03 aninhos. iniciei um tratamento com
antidepressivo mas não estou tendo melhorar e nos últimos dias tenho sentido
muito medo de sair na rua, só de pensar em sair já me dá um mal estar e
começo a chorar. Queria saber se esse medo tbem faz parte da depressão, se tem
algum outro caminho que eu possa obter melhores resultados. Tenho lutado para
ficar bem, mas não tenho conseguido. Preciso de ajuda.
R: Denise, retorne ao médico
ou procure ajuda de um médico psiquiatra para rever a sua medicação e um
psicoterapeuta para auxiliar na resolução dos problemas psicológicos e
conjugais que vc está apresentando. Tente a companhia de seu marido na consulta. Saiba,
que em situações de perdas, como foi a da gravidez ectópica, é comum, as
pessoas procurarem um culpado, para melhor lidar com a situação. Com a ajuda
de um profissional e resignificando a perda, encontra-se caminhos para a
retomada da relação consigo mesmo e com os outros. Estamos à sua
disposição. Ivonete Garcia
|