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Respondidas por Dr
Rubens Pitliuk, Dra Susan Mondoni,
Dr.
Abram Topcewsky e
Dr Juarez Lopes Neto
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P: gostaria de saber se a combinação dos
seguintes medicamentos como Risperidona, Valproato de Sódio e Fluoxetina pode
ajudar mesmo no controle de agressividade de uma criança que o seu diagnóstico
é microcefálica, Síndrome dos maus tratos e hiperatividade.
R: Na criança, muitas vezes, a escolha
da medicação está muito mais ligada ao tipo de sintomas que ela apresenta do
que ao diagnóstico. Assim, esta poderia ser uma combinação possível. Dra
Susan Mondoni
P: Gostaria de saber se é comum encontrar
crianças de 10,11 anos com distúrbios como TOC. Meu filho tem 11 anos, e tem
manias e tiques nervosos que vão piorando com o passar do tempo. Na verdade,
essas manias ou tiques não se acumulam, são sucessivamente alternados.
exemplo: atualmente, ele entorta os dedos de suas mãos de uma tal maneira que
fico com medo que fiquem deformados. Além de entortá-los, ele beija os dedos.
Mesmo lembrando a ele do que ele está fazendo, ele continua fazendo menos de 10
segundos após a repreensão. Quando converso com ele, falando do mal que ele
está fazendo a suas mãos, ele concorda, e me pergunta: mas se eu parar de
fazer isso, o que vou fazer então? É muito preocupante, preciso da opinião de
vocês do que pode ser feito.
R: Isto pode sim indicar um Trasntorno de Tic
ou até TOC. É preciso levá-lo a um psiquiatra infantil para um correto diagnóstico. Dra.
Susan.
P: Como sempre trabalhei, minha
filha sempre ficou em escolinha. No final do ano de 2006 fui chamada pela escola
para conversar com a psicóloga porque a minha filha não se socializava com as
demais crianças, fiquei horas com a psicóloga e falei até antes do nascimento
e a psicóloga disse que a Letícia não estava conversando com as demais crianças.
Como a escola era particular e eu estava com dificuldades financeiras mudamos
ela para uma escola da prefeitura e não disse nada sobre o ocorrido para
verificar o que iria acontecer. Aconteceu! A professora perguntou para o meu
marido se ela era muda porque ao pedir para ir ao banheiro fazia gestos e não
se comunicava verbalmente, meu marido disse que em casa e com as amiguinhas em
frente da minha casa ela conversava.
Levamos para alguns psicólogos que não me
acrescentaram informações sobre o caso dela. Pela internet fiquei sabendo
sobre mutismo infantil e tentei questionar para alguns médicos que não
conheciam o termo. Uma médica duvidou de mim quanto ao comportamento da Letícia
em casa e acabei filmando minha filha no celular para perceberem que eu falava a
verdade. Ela adora cantar, brincar com a irmã, a brincadeira preferida dela é
mamãe e filhinha e mesmo ela tendo 5 anos e a irmã 9 é ela que é a mamãe.
As vezes antes de dormir ela quer conversar tanto que tenho que lembrar que
temos que ir para cama.
Neste ano a professora colocou a Letícia em
uma mesa com alunos que ela não conversar para forçar uma comunicação e não
funcionou solicitei para ela colocar ela com quem ela já conversava para ter um
ambiente de confiança e conversar.
No ano passado eu perguntava para ela porque
ela não conversava com a professora ela dizia que não sabia, quando
perguntava se a professora era boazinha dizia que ela amarrava o sapato dela,
quando perguntava se ela era brava respondia que, com ela não. Este ano mudou a
professora e voltei a perguntar porque ela não conversava com a professora ela
disse que não consegue, mas percebo que ela está mais feliz este ano do que no
ano passado ao ir para escola.
Com a última psicóloga ela acha que
aconteceu alguma coisa no ambiente escolar que provocou um trauma e quando ela
falar o que aconteceu isto acabaria.
Não estou levando ela para psicóloga, não
falo mais sobre o assunto com a Letícia apenas com a professora e toda vez que
alguém diz que ela não fala, respondemos que ela fala sim. Será que estamos no caminho correto? Ah! A
Letícia faz todas as atividades na escola e vai muito bem.
R: Sua filha pode ter sim o que
chamamos de mutismo eletivo, que é um quadro onde a criança apresenta um bloqueio
para falar com algumas pessoas, principalmente estranhos. Não se sabe ao certo
a etiologia, mas com certeza a teoria traumática não explica todos os casos,
ou seja, não é necessário que tenha ocorrido algo na escola para que ela
desenvolva o transtorno. Quanto à escola, concordo com você: melhor deixá-la
segura, com pessoas em quem confia do que colocá-la em "desafios" que
si sim, poderão lhe gerar um trauma que piore todo o quadro. Somente uma avaliação
adequada poderia fechar o diagnóstico e indicar o melhor caminha terapêutico,
que depende de caso a caso. Dra.
Susan Mondoni
P: Quero informações sobre Agorafobia em
crianças. É comum? Cura? Agrava com o tempo?
R: Quadros da linha fóbico-ansiosa são
relativamente comum em crianças e, em geral, apresentam bom prognóstico.
Entretanto, o tratamento deve ser instituído o mais precocemente possível.
Dra. Susan Mondoni
P: Tenho um filho de 09 anos, há 01 ano atrás
teve alguns sintomas estranhos e breves , agora esta tendo de novo. Ele vê tudo
em velocidade e tamanho muito maior do que o normal e o ouve em uma altura também
anormal;(fica muito apavorado e chora muito) estas crises passam rapidamente
cerca de quinze minutos e depois voltam ; acordado ou dormindo ele sabe quando
está chegando este sintoma e quando irá passar. Levamos ao pediatra dele e nos
disse que pode ser um jeito de chama a atenção , pois nossa caçula está
fazendo um ano. Será que é isto ? Já se ouviu casos assim ? Tem alguma doença
atrelada a estes sintomas ? Tem medicação ? posso marcar uma consulta ? Por último,
lembro que tive isto quando tinha esta idade os mesmos sintomas, hoje tenho 44
anos e nunca tive problemas deste tipo.
R: Creio que vale a pena
consultar um neuropediatra para melhor orientação. Dr.
Abram Topcewsky
P: Olá Dr. Rubens... Como sempre
qdo me aperto nas questões sentimentais, me lembro de você.
Estou aqui no meio do nada ( no Mato grosso) como você deve saber... Depois que
parei o Anafranil já há uns 2 anos (apesar de estar muito segura e não sentir
mais nada) parece que fiquei com uma certa irritabilidade muito forte que não
havia percebido até então . Não sei ao certo se isso tem me prejudicado na
criação de meus filhos pois estou com uma mania de organização e limpeza
muito forte e acabo sendo mãe chata e implicante o tempo todo... E por isso
tenho me sentido culpada.... Minha filha (9 anos) ... tem me preocupado muito.
Hoje mesmo estive na escola para pedir ajuda aos professores. Ela tem mania de
perfeição em suas atividades. É absurdamente crítica com ela mesma, apaga várias
vezes aquilo que escreve para que a letrinha fique perfeita e corretamente posicionada
na linha. Tem crises de choro qdo tem mais de uma atividade comum de seu dia dia a dia...Sempre
acha que não vai dar tempo de fazer. É estressadíssima com horários... Não
admite atrasos. É muito crítica com as falhas dos outros... Chama atenção ou
implica com irmãos o tempo todo. Está todo tempo chamando minha atenção...
de uma maneira ou de outra... OU chorando ou dedurando os irmão para
sobressair.
Tudo que se fala com ela vira uma lei. Preciso tomar cuidado com o que ensino...
Pois ela não tem meio termo...
Fica horas se penteando, ela acha que as pessoas vão gostar dela se estiver
sempre arrumada e bonita...
Conversei com ela e ela me disse que não consegue relaxar... O tempo todo na
escola ela fica preocupada com tudo que tem que fazer e não brinca... Agora as
coleguinhas não escolhem ela pra fazer trabalho, na educação física... E ela
sofre muito com tudo isso. Ela fala de soco, num tom sempre mais agressivo... e
percebo muita inveja dela em relação À irmã, que é um doce de menina, e as
pessoas acabam demonstrando mais afeto.
O que eu faço Dr. Rubens? Eu a coloquei na ecoterapia... Mas não sei se seria
o caso de entrar com medicamento pra diminuir a ansiedade dela. A maneira dela
ser acaba sempre irritando a todos à sua volta pois ela está sempre
provocando, ou chorando, ou reclamando... A qualquer arranhão vem correndo
chorando contar que machucou e se não damos atenção sai pisando duro. Quer
tudo pra ontem e não tem noção do outro... É egocêntrica demais. Preciso
levá-la à um psiquiatra infantil? Existe um em Cuiabá? Qual a sua opinião
sobre as atitudes dela? Pode ser algum problema mais sério... A professora
disse que ela não tem auto confiança.
E eu devo tomar alguma medicação, ou tudo não passa de stress dessa vida
corrida, filhos marido, casa e trabalho. Eu sinto que não tenho tido mais paciência
para lidar com ela. Ou não sei como lidar com ela.
Devo procurar ajuda em Cuiabá? Um psiquiatra infantil? Gostaria de levá-la pra
que você conversasse com ela.
Fico aguardando... desculpe escrever tanto... Mas leio esses depoimentos e não
a vejo se encaixando em nenhum totalmente ... Então fico confusa.
P: Olá Flavia, os sintomas que
você descreve da sua filha fazem pensar em ansiedade generalizada e sintomas
depressivos. É claro que não é possível fazer este diagnóstico somente pelo
seu relato; é necessário que ela seja avaliada por um especialista.
Infelizmente, não conheço ninguém em Cuiabá. Atenciosamente, Dra. Susan
Mondoni
P: Tenho um filho de 10 anos. Ë
uma criança muito amorosa, alegre mas também muito insegura e que não gosta
de ficar sozinha. Está sempre solicitando atenção de todos. Tem dificuldades
em aceitar um NÃO. Quando contrariado fica irritado e agressivo, bate portas,
joga coisas, etc. Ao mesmo tempo, recupera-se com relativa brevidade e pede
desculpas. Várias vezes disse que "não consegue se controlar quando fica
com raiva...". Levei-o ao Pediatra que pediu uma RM com Espectroscopia de Prótons.
O laudo revelou que ele apresenta aumento dos níveis de glutamina e glutamato (GLX)
no Lobo Frontal Direito. Isto é suficiente para um diagnóstico de TAB e
tratamento com lítio? Ë muito bom poder dispor de uma ajuda profissional que
nos alivie um pouco da angústia. Este espaço de alívio nos faz mais
acertadamente procurar um profissional.
R: Não. O diagnóstico é
clínico, pois estes dados de exames ainda são bastante controversos e em fase
de pesquisa. O ideal é que ele seja visto por um psiquiatra infantil
Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni.
P: meu filho de 10 anos, tem Fobia de sabonete (espuma
e cheiro) e pasta de dente, coisas molengas como gelatina, banana, não
experimenta muita coisa. já fez tratamento 2 anos com psicóloga, ela disse q
ele iria melhorar sozinho, com o tempo, mais ele já teve melhor, mais agora tá
pior. Os hormônios estão aflorando e vai começar a cheirar mau. Ele fica
muito irritado, diferente quando dou banho nele de vez em quando, quase chora e fica
irritado. Ser mais enérgica com ele tá piorando, vou levá-lo em um psicoterapeuta (em
BH), pois na minha cidade infelizmente não existe. Me dê uma luz, por favor. Grata
R: Olá Gianna, Talvez fosse interessante
levá-lo a um psiquiatra infantil primeiro, pois seu filho tem alguns
comportamentos que podem indicar algo mais complexo do que simplesmente ele
fazer terapia. Aí em BH, tem o Dr. Belisário. Não tenho o contato dele mas
ele é muito famoso e, com certeza, não será difícil localizá-lo. Outra
sugestão é procurar a Universidade Federal daí, pois eles tem um serviço de
psiquiatria infantil. Atenciosamente, Dra. Susan Mondoni
P: Tenho um filho de 10 anos, adotado desde 5 meses. Aos 4 anos,
era super agitado, diagnosticado por médico como hiperativo. Não administramos
nada até 7 anos, começou a Ritalina, sendo suspensa logo pelo efeito
desastroso. Passou por alguns psiquiatras e neurologistas, mas não conseguiram
um diagnóstico preciso. Tem deficit de atenção com hiperatividade (TDAH),
sintomas de Tourette, TOC, bipolar?, Síndrome do Colon Irritável. Sei que todos
estes juntos causam auto-estima baixa, depressão infantil, irritação,
ansiedade, tiques motores ( mexe os dedos e morde as juntas dos dedos quando está
muito nervoso) inquieto, anda muito de um lado para o outro, fala muito, entrando
um assunto atrás do outro, mas comentando fatos que passam na televisão com os
personagens de sua vida ( coloca o nome de pessoas que estão a sua volta), tem
uma imaginação, onde as pessoas vão lutar, baterem-se, ri muito, pergunta dezenas de vezes a mesma coisa, algumas coerentes com o nosso dia-dia, e outras
desconexas. Estou muito preocupada se tem relação com Esquizofrenia. Toma hoje
Tegretol 200mg - 1 manhã e 1 noite, Socian 100g - i manhã e 1 noite, Risperidona
1 mg - 1/2 de manhã e 2 mg - 1 noite. Já tomou Haldol 10mg, Depakote,
Anafranil 25mg, Clo 10mg, Neuleptil, Atensina, Ritalina, Zyprexa 10mg, Prolift 4mg, Trileptal 300mg,
Alprazolam 1mg, Luvox 100mg. Hoje está freqüentando uma
escola de projetos em inclusão social e matriculado em escola de seriação
normal, é repetente, estando na 3ª série, o pai deixou-nos recentemente.
Sintetizei o máximo de sua estória. Peço orientação e o que devo fazer
mais, ou sugestão de outra medicação.
R: Com uma variedade de sintomas tão
ampla, e com tantos tratamentos tentados, sugiro você procurar o
Ambulatório de Psiquiatria Infantil da Universidade local, onde vc poderá ter orientação
e tratamento psicoterápico, ludoterápico (Ludoterapia) se
necessário a ainda medicamentoso. Dra Susan Mondoni
P: Tenho uma filha de 01 ano,
ela arranca os cabelos desde os três meses, recentemente encontrei cabelo nas
fezes, o que me alertou pro fato dela estar comendo os cabelos. Ela nasceu bem
cabeluda, mas já com os cabelos bem ralos de tanto arrancar, uma falha enorme.
Gostaria de saber se há um causador pra este tipo de mania, se corro algum tipo
de risco e se há uma solução; por favor me ajude, não sei o que fazer. Luva
já tentei mas ela não consegue dormir. Enrola os cabelos no dedinho e chupa
dedo com cabelo.
R: Num bebê de 1 ano,
comportamentos repetitivos como o descrito (puxar o cabelo, enrolar no dedinho,
etc) estão muito provavelmente ligados à rituais de autoestimulação. Deve-se
tentar "trocar" a ação autoestimulatória (chupeta, ursinho, algo
para esfregar o nariz, etc). Enfim, você deverá encontrar algo para seu bebê
que lhe dê tanto prazer quanto arrancar os cabelos, para que ele substitua o
ato. Ainda não podemos falar em Tricotilomania. Atenciosamente, Dra. Susan
Mondoni
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Perguntas sobre
Psiquiatria
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