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P: Eu tenho 28 anos não
fui abusada sexualmente, porém tive uma infância terrível. minha
mãe sempre trabalhou muito e todas as responsabilidades eram jogadas
nas minhas mãos. me sentia uma empregada deles tinha que cuidar da
casa toda, do meu irmão caçula e meus pais ainda me cobravam boas
notas na escola. Mas o que transformou minha vida num pesadelo foi meu
irmão mais velho. Ele me batia e colocava meus pais contra min com
acusações: ele me colocava milhares de apelidos ofensivos,
deteriorava minha imagem na escola o que me fez virar motivos de
chacotas da escola inteira. Com quinze anos eu passei a engordar muito
e a cheira cocaína. Nessa época a droga ficou dois meses na minha
vida depois que meus pais descobriram e meu irmão morreu eu continuei
engordando passei a me odiar e a comer e vomitar sem parar. Durante
todos esse anos fiquei em casa sem trabalhar. No ano passado conheci
uma turma de amigos e comecei a sair Só que eu voltei a beber muito,
cheirar cocaína e do nada passei a me machucar Hoje minha vida ta um
inferno e tudo que eu penso é me machucar e cheirar cocaína tenho
ódio de mim mesma, medo de tudo, do escuro, de comer, e até de me
olhar no espelho - perdi 10 quilos em um mês porque não consigo mais
comer. Por favor me ajudem estou morrendo de franqueza e tristeza -
tenho quase todos os sintomas da personalidade borderline o q devo
fazer?
R: Você passou por
momentos bem traumáticos na infância e adolescência, abuso moral, bullying,
e drogas....isto é um grande estresse emocional e provavelmente tem
personalidade borderline, e pode ter desenvolvido um transtorno
alimentar também. Procure com urgência um psiquiatra para ser
diagnosticada e tratada. Procure também uma psicoterapia para cuidar
de sua auto-estima e estados emocionais. Dr. Juarez Lopes Neto
P: tenho uma irmã com
29 anos que tem desvio de personalidade ela manipula a todos da família
com seus ataques de raiva e com cortes que ela faz nos pulsos! (Quando
ela corta os pulsos ela liga pra minha mãe avisando o que vai fazer) minha
mãe parece mais um robô em suas mãos, que ela trata conforme sua
variação de humor, meu pai ñ acredita que seja uma doença e diz
que o gênio dela mesmo! A partir do dia 2 de dezembro ela vai
reiniciar o tratamento com o psiquiatra e com o psicólogo (já ficou
internada 2 vezes numa clínica psiquiátrica) mas eu e minha família
ñ sabemos mais como lidar com ela já que ela e muito agressiva
manipuladora e faz o mundo de toda a família girar em torno dela! o
que fazer para melhorar o relacionamento familiar! to cansada e ñ agüento
mais! Às vezes penso que é melhor ela morrer mesmo e os problemas acabarem! ñ
estou agüentando mais! me ajudem!
R: Olá Zélia, de fato
pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline mobilizam muita raiva
nos outros, mas são doentes e precisam de tratamento, que infelizmente
não dá um retorno breve, mas aos poucos e a longo prazo. Dra. Alina
Landi
P: Minha infância teve
abuso real e já era anti-social. Na adolescência teve início meus
sintomas borderlines porém estranhamente comecei a mentia
compulsivamente sobre minha vida para pior. Agora na idade adulta vivo
uma mentira até para meus psiquiatras comentei a versão da minha
vida criada por mim para que o diagnóstico fosse dado, porém a
mentira é apenas sobre a minha vida dos 12 aos 17 anos. Não tenho o
sintoma da Drogadição que falo tanto ao meu psiquiatra todos os
outros são reais. Até para o meu ex marido eu contei tal versão e
em alguns momentos chego a acreditar nela. Não tenho coragem de
perguntar a ninguém se "isso" faz parte da doença, se possível
me respondam. R:
É bem possível. A vida de uma Borderline pode ser bem tumultuada em
todos os sentidos. Mas sugiro vc recomeçar teu tratamento com um
terapeuta e eventualmente tb com um psiquiatra.
P: Olá, tenho 23 anos e
diagnóstico de Borderline há uns 2 anos, antes pensavam que eu era
bipolar. Tenho uma preocupação: se um dia eu quiser engravidar, é
praticamente certeza que meu filho vai herdar de mim, algum problema
psiquiátrico? Pois minha mãe tem depressão crônica e minha avó
também tinha, pois que eu saiba não são só fatores ambientais,
correto? A doença é congênita e se desenvolve quando ocorre algum
fator "estressante" muito forte, certo? Ou caso não ocorra
algum fator emocional "muito prejudicial"? Mais uma coisa se
meu filho for homem, vai ter menos chances de desenvolver esses tipos
de doença, e se não desenvolvendo, ele pode "carregar"
algum problema e "passar" para sua filha? R:
As doenças psiquiátricas tem causas genéticas (herdadas) e ambientais
(estresse). Pessoas que vem de famílias com muitos membros com estas
doenças tem uma maior chance de ter filhos com o mesmo problema. Mas
ainda assim não necessariamente terão um problema. Certamente quanto
mais favorável for o ambiente em que crescer (com amor, suporte, limites)
menor a chance desta tendência se desenvolver. No caso das doenças
psiquiátricas, não há genes que ficam "latentes" em homens.
Dra. Paula Nunes.
Complementando a resposta: ainda mais Borderline que tem muitíssimos mais
fatores psicológicos e ambientais do que genéticos. Dr Rubens Pitliuk.
P: Bom, eu descobri que
tenho Transtorno de Personalidade Borderline há alguns meses, depois
que tentei seguidamente me suicidar tomando vários calmantes. Fiquei frustrada
porque NADA do que eu tomava fazia algum efeito...tudo o que eu queria
era dormir seguidamente ou entrar em coma e ao invés disso, fiquei
com insônia, dor de cabeça, tonta, etc.
Fui internada... fiquei 2 meses. Mais depois que sai de lá (em junho
deste ano) ainda tentei novamente tomando 30 comprimidos de Dramin pra
dormir e de novo...não fez efeito pa mim. Rivotril e Diazepam não
fazem mais efeito pra mim tb. Depois disso, fiquei uma semana tirando
sangue de mim mesma. Agora estou com uma fibrose no braço, mas ainda não
me sinto satisfeita.
Lembro que qdo fui internada, o medico me passou um remédio que teve
efeito colateral onde eu tive pressão baixa.... agora estou com a idéia
fixa de conseguir algum remédio que me de o mesmo efeito. Por favor,
me ajudem! R:
Mas porque vc não faz o tratamento correto, que é medicação mais
psicoterapia ?
P: Olá, Dr Juarez! Encontrei teu e-mail no site Mental Help.
Apesar de ser diagnosticada como Bipolar por um psiquiatra referência
mundial em Transtorno Bipolar e durante algum tempo ter os sintomas
bem condizentes com esta doença, li no site a respeito do Borderline.
Percebo que, hoje em dia, pareço muito mais com uma Borderline.
Gostaria de saber se, basicamente, são a mesma patologia em graus
diferentes de intensidade. Uso estabilizadores de humor (Seroquel, Lamitor
e Topamax), mas continuo com instabilidade (muito
semelhantes à Borderline) e gostaria de saber qual linha de terapia é
mais indicada nesse caso. No site fala sobre Analítica, mas li também
em outros artigos que a mais indicada hoje em dia é a TCC. Qual sua
opinião? Desde já obrigada por tua atenção!
P:
Eliza: Sua constatação é extremamente pertinente. Veja que o
psicoterapeuta precisa ter a percepção e destreza como tb. eficiência
para distinguir e diagnosticar estes dois transtornos tão doloridos
e desorganizadoras da psique, díspares nas causas porém com conseqüências
emocionais muito parecidas e sérias que afetam muito a auto-estima, a
segurança afetiva e o equilíbrio emocional: causam distúrbios
bioquímicos e/ou são advindos de uma herança genética....estes
sintomas são o bastante para retardar ou dificultar em muito a
auto-realização da pessoa.
Procura-se
com a psicoterapia e a psiquiatria um equilíbrio bio-químico. A
consciência desses distúrbios para assim serem curados, gerenciados,
compreendidos e possibilitar um convívio seguro afetivamente e adequação
dos potenciais pessoais, vejo a psicoterapia profunda (psicologia analítica)
como necessária e produtiva , pois pesquisa a gênese dos sintomas que são
podem ser inúmeros (cada história pessoal contém sua características
próprias).
A
psicologia analítica, como ela sugere, vai em busca das vivências pessoais que são responsáveis pelas carências, feridas emocionais,
sensações negativas e as avalia e assim as insere e as compreende como
realidades emocionais pessoais facilitando gerenciá-las e/ou
“desconstruí-las” podendo sanar traumas emocionais: obtendo-se,
então, uma qualidade de vida muito melhor.
A
psicoterapia também acompanha o tratamento medicamentoso que é importantíssimo
e imprescindível; ajuda o psiquiatra na avaliação e acompanhamento
de dosagens e nos resultados da medicação, porque o psicoterapeuta
interage semanalmente com o paciente.
Minha
opinião é que nos dois distúrbios a psicoterapia analítica é muito
importante para esta análise e avaliação e naturalmente ela vai abordar
o comportamento do paciente fazendo com que ele se confronte com seus
limites e aprenda a lidar positivamente com eles. Dr. Juarez Lopes Neto
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