As pesquisas mais recentes mostram que depressões, surtos psicóticos e ataques de pânico alteram a estrutura cerebral em termos químicos (neurotransmissão), microscópicos (neurônios, dendritos e axônios) e estruturais (volume de certas estruturas cerebrais). Provavelmente essa é a explicação para o que se sabe há décadas: quanto mais cedo se trata depressão, ansiedade, pânico, stress, DDA, psicose, cefaléia, etc., melhor.
Atenção: vale para quase todas as patologias da Neuropsiquiatria: quanto mais cedo se trata uma fase depressiva, ou um surto psicótico, uma cefaléia, um DOC, um ataque de Pânico, etc., melhor. Depois que o cérebro "aprende" a produzir esses sintomas, é cada vez mais fácil para ele produzi-los. Ou seja, crises, "quanto mais tem mais tem e quanto menos tem menos tem". Portanto deixe seus preconceitos de lado e procure tratamento.

Dr Rubens Pitliuk

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Todas as perguntas respondidas Dr. Rubens Pitliuk, a não ser quando outro autor é citado.

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P: Eu tenho 28 anos não fui abusada sexualmente, porém tive uma infância terrível. minha mãe sempre trabalhou muito e todas as responsabilidades eram jogadas nas minhas mãos. me sentia uma empregada deles tinha que cuidar da casa toda, do meu irmão caçula e meus pais ainda me cobravam boas notas na escola. Mas o que transformou minha vida num pesadelo foi meu irmão mais velho. Ele me batia e colocava meus pais contra min com acusações: ele me colocava milhares de apelidos ofensivos, deteriorava minha imagem na escola o que me fez virar motivos de chacotas da escola inteira. Com quinze anos eu passei a engordar muito e a cheira cocaína. Nessa época a droga ficou dois meses na minha vida depois que meus pais descobriram e meu irmão morreu eu continuei engordando passei a me odiar e a comer e vomitar sem parar. Durante todos esse anos fiquei em casa sem trabalhar. No ano passado conheci uma turma de amigos e comecei a sair Só que eu voltei a beber muito, cheirar cocaína e do nada passei a me machucar Hoje minha vida ta um inferno e tudo que eu penso é me machucar e cheirar cocaína tenho ódio de mim mesma, medo de tudo, do escuro, de comer, e até de me olhar no espelho - perdi 10 quilos em um mês porque não consigo mais comer. Por favor me ajudem estou morrendo de franqueza e tristeza - tenho quase todos os sintomas da personalidade borderline o q devo fazer?

R: Você passou por momentos bem traumáticos na infância e adolescência, abuso moral, bullying, e drogas....isto é um grande estresse emocional e provavelmente tem personalidade borderline, e pode ter desenvolvido um transtorno alimentar também. Procure com urgência um psiquiatra para ser diagnosticada e tratada. Procure também uma psicoterapia para cuidar de sua auto-estima e estados emocionais. Dr. Juarez Lopes Neto

P: tenho uma irmã com 29 anos que tem desvio de personalidade ela manipula a todos da família com seus ataques de raiva e com cortes que ela faz nos pulsos! (Quando ela corta os pulsos ela liga pra minha mãe avisando o que vai fazer) minha mãe parece mais um robô em suas mãos, que ela trata conforme sua variação de humor, meu pai ñ acredita que seja uma doença e diz que o gênio dela mesmo! A partir do dia 2 de dezembro ela vai reiniciar o tratamento com o psiquiatra e com o psicólogo (já ficou internada 2 vezes numa clínica psiquiátrica) mas eu e minha família ñ sabemos mais como lidar com ela já que ela e muito agressiva manipuladora e faz o mundo de toda a família girar em torno dela! o que fazer para melhorar o relacionamento familiar! to cansada e ñ agüento mais! Às vezes penso que é melhor ela morrer mesmo e os problemas acabarem! ñ estou agüentando mais! me ajudem!

R: Olá Zélia, de fato pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline mobilizam muita raiva nos outros, mas são doentes e precisam de tratamento, que infelizmente não dá um retorno breve, mas aos poucos e a longo prazo. Dra. Alina Landi

P: Minha infância teve abuso real e já era anti-social. Na adolescência teve início meus sintomas borderlines porém estranhamente comecei a mentia compulsivamente sobre minha vida para pior. Agora na idade adulta vivo uma mentira até para meus psiquiatras comentei a versão da minha vida criada por mim para que o diagnóstico fosse dado, porém a mentira é apenas sobre a minha vida dos 12 aos 17 anos. Não tenho o sintoma da Drogadição que falo tanto ao meu psiquiatra todos os outros são reais. Até para o meu ex marido eu contei tal versão e em alguns momentos chego a acreditar nela. Não tenho coragem de perguntar a ninguém se "isso" faz parte da doença, se possível me respondam.

R: É bem possível. A vida de uma Borderline pode ser bem tumultuada em todos os sentidos. Mas sugiro vc recomeçar teu tratamento com um terapeuta e eventualmente tb com um psiquiatra.

P: Olá, tenho 23 anos e diagnóstico de Borderline há uns 2 anos, antes pensavam que eu era bipolar. Tenho uma preocupação: se um dia eu quiser engravidar, é praticamente certeza que meu filho vai herdar de mim, algum problema psiquiátrico? Pois minha mãe tem depressão crônica e minha avó também tinha, pois que eu saiba não são só fatores ambientais, correto? A doença é congênita e se desenvolve quando ocorre algum fator "estressante" muito forte, certo? Ou caso não ocorra algum fator emocional "muito prejudicial"? Mais uma coisa se meu filho for homem, vai ter menos chances de desenvolver esses tipos de doença, e se não desenvolvendo, ele pode "carregar" algum problema e "passar" para sua filha?

R: As doenças psiquiátricas tem causas genéticas (herdadas) e ambientais (estresse). Pessoas que vem de famílias com muitos membros com estas doenças tem uma maior chance de ter filhos com o mesmo problema. Mas ainda assim não necessariamente terão um problema. Certamente quanto mais favorável for o ambiente em que crescer (com amor, suporte, limites) menor a chance desta tendência se desenvolver. No caso das doenças psiquiátricas, não há genes que ficam "latentes" em homens. Dra. Paula Nunes.
Complementando a resposta: ainda mais Borderline que tem muitíssimos mais fatores psicológicos e ambientais do que genéticos. Dr Rubens Pitliuk.

P: Bom, eu descobri que tenho Transtorno de Personalidade Borderline há alguns meses, depois que tentei seguidamente me suicidar tomando vários calmantes. Fiquei frustrada porque NADA do que eu tomava fazia algum efeito...tudo o que eu queria era dormir seguidamente ou entrar em coma e ao invés disso, fiquei com insônia, dor de cabeça, tonta, etc. Fui internada... fiquei 2 meses. Mais depois que sai de lá (em junho deste ano) ainda tentei novamente tomando 30 comprimidos de Dramin pra dormir e de novo...não fez efeito pa mim. Rivotril e Diazepam não fazem mais efeito pra mim tb. Depois disso, fiquei uma semana tirando sangue de mim mesma. Agora estou com uma fibrose no braço, mas ainda não me sinto satisfeita. Lembro que qdo fui internada, o medico me passou um remédio que teve efeito colateral onde eu tive pressão baixa.... agora estou com a idéia fixa de conseguir algum remédio que me de o mesmo efeito. Por favor, me ajudem!

R: Mas porque vc não faz o tratamento correto, que é medicação mais psicoterapia ?

P: Olá, Dr Juarez! Encontrei teu e-mail no site Mental Help. Apesar de ser diagnosticada como Bipolar por um psiquiatra referência mundial em Transtorno Bipolar e durante algum tempo ter os sintomas bem condizentes com esta doença, li no site a respeito do Borderline. Percebo que, hoje em dia, pareço muito mais com uma Borderline. Gostaria de saber se, basicamente, são a mesma patologia em graus diferentes de intensidade. Uso estabilizadores de humor (Seroquel, Lamitor e Topamax), mas continuo com instabilidade (muito semelhantes à Borderline) e gostaria de saber qual linha de terapia é mais indicada nesse caso. No site fala sobre Analítica, mas li também em outros artigos que a mais indicada hoje em dia é a TCC. Qual sua opinião? Desde já obrigada por tua atenção!

P: Eliza: Sua constatação é extremamente pertinente. Veja que o psicoterapeuta precisa ter a percepção e destreza como tb. eficiência para distinguir e diagnosticar estes  dois transtornos tão doloridos e desorganizadoras da psique, díspares nas causas porém com conseqüências emocionais muito parecidas e sérias que afetam muito a auto-estima, a segurança afetiva e o equilíbrio emocional:  causam distúrbios bioquímicos e/ou são advindos de uma herança genética....estes sintomas são o bastante para retardar ou dificultar em muito a auto-realização da pessoa.

Procura-se com a psicoterapia e a psiquiatria um equilíbrio bio-químico.  A consciência desses distúrbios para assim serem curados, gerenciados, compreendidos e possibilitar um convívio seguro afetivamente e adequação dos potenciais pessoais, vejo a psicoterapia profunda (psicologia analítica) como necessária e produtiva , pois pesquisa a gênese dos sintomas que são podem ser inúmeros (cada história pessoal contém sua características próprias).

A psicologia analítica, como ela sugere, vai em busca das vivências pessoais que são responsáveis pelas carências, feridas emocionais, sensações negativas e as avalia e assim as insere e as compreende como realidades emocionais pessoais  facilitando  gerenciá-las e/ou  “desconstruí-las” podendo sanar traumas emocionais: obtendo-se, então, uma qualidade de vida muito melhor.

A psicoterapia também acompanha o tratamento medicamentoso que é importantíssimo e imprescindível; ajuda o psiquiatra na avaliação e acompanhamento  de dosagens e nos resultados da medicação, porque o psicoterapeuta interage semanalmente com o paciente.

Minha opinião é que nos dois distúrbios a psicoterapia analítica é muito importante para esta análise e avaliação e naturalmente ela vai abordar o comportamento do paciente fazendo com que ele se confronte com seus limites e aprenda a lidar positivamente com eles. Dr. Juarez Lopes Neto

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